Qualcomm e Apple se enfrentam em 2º julgamento

Disputa entre as gigantes envolve acusações sobre violação de patentes.

Redação, com Reuters
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O julgamento de hoje é o segundo dos dois que a Qualcomm abriu contra a Apple na ITC, pedindo a proibição da importação de determinados modelos de iPhones contendo chips da Intel, que conectam os aparelhos às redes de internet sem fio.

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Um segundo processo entre a Apple e a Qualcomm começou a ser julgado hoje (17) na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (ITC, na sigla em inglês) para decidir se a fabricante de iPhones deve ser proibida de importar o aparelho para os EUA.

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A Apple e a Qualcomm estão envolvidas em uma ampla disputa legal em que a fabricante de iPhones acusou a Qualcomm de práticas injustas de licenciamento de patentes. A maior fabricante de chips para celulares do mundo acusou a Apple de violação de patente.

O julgamento de hoje é o segundo dos dois que a Qualcomm abriu contra a Apple na ITC, pedindo a proibição da importação de determinados modelos de iPhones contendo chips da Intel, que conectam os aparelhos às redes de internet sem fio.

Proibições de importação são raras, e a Apple teria tempo para mudar o design de seus dispositivos para evitar qualquer violação de patente que os tribunais possam encontrar. Mas a companhia passou a confiar mais na Intel para chips modernos, com funcionários da Qualcomm dizendo aos investidores, em julho, que seus chips não estão nos modelos mais novos do iPhone.

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No primeiro julgamento, concluído em junho, um advogado da equipe dos EUA recomendou que o juiz descobrisse que a Apple infringiu pelo menos uma patente da Qualcomm e que alguns telefones com chip da Intel deveriam ser impedidos de entrar no mercado norte-americano. Mas o advogado disse que os modelos com tecnologia 5G, a próxima geração de rede sem fio, devem ter a capacidade de manter o mercado de chips 5G competitivo.

Uma decisão no caso em julgamento é esperada para o final deste mês.

Embora o bloqueio dos iPhones seja um passo drástico, a Apple teria várias chances de recorrer da decisão, inclusive para o presidente norte-americano, Donald Trump. Em 2013, o então presidente dos EUA, Barack Obama, revogou a proibição de alguns iPads e iPhones em meio a uma disputa com a Samsung Electronics.

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