10 principais tendências de 2019

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Entre as tendências, a vontade política e a pressão pública podem provocar mudanças nas regulamentações de operações industriais ecologicamente insustentáveis.

Em 2018, o Visionary Innovation Group da Frost & Sullivan – uma equipe interdisciplinar de futuristas, analistas e consultores – fez suas 10 previsões de tendências para o ano. Algumas delas, como a corrida para a computação quântica, a ascensão da ciência comportamental empresarial e o afastamento das plataformas virtuais, foram certeiras.

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A equipe também estava empenhada em saber como governos, reguladores e consumidores em todo o mundo reagiriam contra a onipresença da tecnologia, o perigo da desinformação e a perda de privacidade. No final das contas, se tivéssemos que atribuir uma nota às apostas da equipe, eu diria que foi 8 de um máximo de 10.
Entre os dois erros do ano passado está a previsão de que alguns gigantes da tecnologia, a Apple em particular, atingiria a marca de avaliação de US$ 1 trilhão. Isso não aconteceu exatamente como esperado – ela até atingiu o valor, mas não conseguiu sustentá-lo. Outra de nossas previsões que não se revelou como pensamos foi a de que uma geração de jovens lideraria uma nova era política. Lamentavelmente, o brilho de garotos-propaganda como Emmanuel Macron, o príncipe herdeiro saudita Mohammad bin Salman, Kim Jong Un e Justin Trudeau diminuiu consideravelmente ao longo de 2018.

Veja, na galeria de imagens a seguir, as 10 principais tendências e ideias que prometem marcar 2019:

  • 1. IPOs de empresas de tecnologia
    Se 2018 foi um ano estelar para o lançamento de ações em bolsa das empresas de tecnologia, 2019 promete ser espetacular. Prepare-se para uma série de ofertas iniciais na categoria de US$ 100 bilhões de empresas unicórnios iniciantes como Uber, e de 11 dígitos para Airbnb, Pinterest e Lyft. Outras empresas de mais de US$ 1 bilhão a serem observadas incluem Slack, Palantir e Instacart.
    Há também fortes rumores sobre o IPO de três pesos pesados ​​chineses: a empresa de corretagem online Futu (que planeja chegar ao mercado público nos EUA e na China), a gigante de tecnologia Ant Financial Services Group e a empresa de transportes por aplicativo Didi Chuxing. É interessante que a maioria dessas empresas unicórnios tenha sido gerada a partir da economia compartilhada. Além disso, várias delas têm avaliações mais altas do que as gigantes dos últimos 100 anos, como Ford e GM.
    Algumas ressalvas, no entanto: as empresas podem ser pressionadas a reduzir suas avaliações do IPO se persistirem as fracas perspectivas econômicas e a queda do mercado de ações nos EUA. Além disso, algumas startups unicórnios – particularmente aquelas cujo desempenho desmentiu suas avaliações iniciais – podem optar por adiar seus registros.

  • 2. 2019: uma odisseia no espaço
    Esqueça Mustique e Taiti. Se estiver disposto a gastar entre US$ 200 mil e US$ 300 mil, prepare-se para passar as próximas férias no espaço. No ano passado, falamos sobre carros voadores. Este ano você terá que aumentar o seu alcance. As viagens espaciais devem ganhar fôlego, já que várias empresas – como SpaceX e Boeing, entre outras – estão lançando voos de teste tripulados para o espaço.
    As implicações de tais voos espaciais privados são tremendas. Isso significará a conversão de uma indústria altamente regulada e monopolizada pelo governo em uma ferozmente competitiva, povoada por agentes privados e empresas de capital de risco. Com a intensificação da competição, espere que o turismo espacial decole e organizações como a NASA usem as receitas geradas pelos voos privados para financiar suas pesquisas científicas.

  • 3. A área de seguros entra, finalmente, na era digital
    Este será um ano de destaque para o setor de seguros. As seguradoras irão abraçar ativamente novos mercados (cidades inteligentes, veículos autônomos, vida conectada e idosos), produtos (seguro para espaços de trabalho compartilhados, trabalho em casa, pagamento por quilômetro rodado e proteção cibernética), tecnologias (blockchain, realidade virtual, realidade aumentada e inteligência artificial), modelos de negócios (prevenção como serviço, seguro de carro com base no uso e seguros sob demanda) e operações (maior automação, mudanças nos sistemas principais e até no pessoal e na cultura).
    A indústria será caracterizada por maior automação e parcerias com empresas de gerenciamento de dados. Fusões e aquisições com fornecedores de produtos e serviços de indústrias adjuntas fornecerão acesso instantâneo a novas tecnologias e capacidades, permitindo que as companhias de seguros se adaptem mais rapidamente às necessidades da próxima geração.

  • 4. A monetização de dados B2B se torna predominante
    Este ano será um divisor de águas, quando indústrias não tradicionais começarão a estabelecer e desenvolver suas estratégias de monetização de dados. Seguindo os passos das indústrias de crédito, marketing e publicidade, onde tais práticas já são difundidas, fabricantes de carros, empresas de saúde, Internet das Coisas e aeroespacial industrial serão impulsionadas, de forma mais agressiva, para modelos de negócios baseados em dados.
    O sucesso da monetização de dados nesses setores será determinado por sua capacidade de desenvolver cases de uso e modelos inovadores de preço e negócio.
    Os investimentos em iniciativas de dados serão em espiral, mesmo quando as estratégias de dados abrangentes se tornarem um pilar dos futuros planos de negócio. Nesse meio tempo, reduções significativas nos custos de geração e armazenamento de dados permitirão às empresas a oportunidade de alavancar suas informações de forma mais criativa e produtiva.

  • 5. Crise na Terra
    Uma série de relatórios de 2018 destacou o impacto devastador dos eventos de poluição e mudança climática. Questões como a destruição da vida selvagem e dos habitats naturais, o uso desenfreado de plásticos e desastres induzidos por mudanças climáticas como secas, incêndios florestais, inundações e tsunamis, estimularam um senso de urgência entre governos, indústrias e cidadãos comprometidos com práticas ambientais mais sustentáveis.
    Em 2019, os efeitos dessa constatação serão sentidos no setor imobiliário, onde os investimentos e os preços dos terrenos provavelmente aumentarão nas regiões menos propensas a serem afetadas pelas mudanças climáticas.
    A vontade política e a pressão pública provocarão mudanças nas regulamentações, mesmo que interrompam o funcionamento de indústrias que continuem com operações não sustentáveis. De maneira promissora, os líderes com fortes credenciais ecológicas acelerarão o desenvolvimento de seus países como centros de inovação para soluções ambientais da próxima geração.

  • 6. Mercados em todos os lugares
    Prepare-se para mercados em toda parte. A quarta geração de modelos de negócios de marketplaces será focada no setor de serviços. Três tendências convergentes impulsionarão sua rápida expansão. Em primeiro lugar, os mais de cinco bilhões de dispositivos conectados e quase 230 bilhões de downloads de aplicativos esperados em 2019 levarão a um aumento nos modelos para serviços baseados em aparelhos móveis. A China e a Índia liderarão o caminho, principalmente por causa de sua crescente economia de aplicativos. Em segundo, tecnologias como blockchain transformarão os sistemas de pagamento online. E, por último, uma crescente economia on demand estimulará a expansão e a diversificação dos mercados de serviços digitais.
    Fique atento a uma série de marketplaces de serviços de nicho – assistência médica para adultos e crianças, passeios de carro ou pós-venda de veículos – como foco na personalização e customização.

  • 7. Estreia dos dispositivos dobráveis ​​
    Aprimore suas técnicas de origami porque 2019 verá o lançamento de telefones dobráveis ​​com telas flexíveis substituindo dispositivos conversíveis ou removíveis. Espera-se que estes dispositivos sejam leves, inquebráveis ​​e compactos.
    Várias empresas – Apple, Motorola, LG, Huawei e Samsung – estão em uma corrida para lançar telefones dobráveis ​​de primeira geração com telas flexíveis este ano. Enquanto isso, a LG adiantou a marcha sobre seus concorrentes ao revelar seu mais recente lançamento na CES 2019: a TV de ultra alta definição. A Royole anunciou seu tablet flexível FlexiPal no mesmo evento.

  • 8. Primeira onda de 5G habilitado para telefones inteligentes/ dispositivos de alta velocidade
    Os smartphones habilitados para 5G estão no caminho certo para conquistar o setor de telefonia móvel em 2019. Samsung, OnePlus, Xiaomi, Motorola e Huawei estão entre os principais desenvolvedores de celulares que disputam o lançamento de aparelhos habilitados para 5G este ano.
    A tecnologia permitirá mais aplicativos híbridos e em nuvem, desde aprendizado de máquina até renderização gráfica baseada em nuvem para realidade virtual, realidade aumentada e jogos. Com velocidades de gigabit, a 5G também elimina a necessidade de fios como a última milha da conectividade, mesmo dentro de residências e empresas.

  • 9. A autonomia está aqui, agora e em toda parte
    Eu tenho defendido, há algum tempo, que qualquer coisa que se mova será autônoma no futuro. Este ano haverá uma definição no cenário com a comercialização de produtos autónomos de primeira geração. As indústrias automotiva, robótica industrial, aeroespacial e de eletrodomésticos aumentarão sua busca por tecnologia autônoma em 2019. No setor automotivo, os serviços semiautônomos e autônomos de passeio têm uma grande possibilidade, com BMW, GM, Uber e Waymo planejando lançarem suas próprias tecnologias ainda este ano.
    Os robôs devem se tornar mais comuns nos locais de trabalho industriais. Os serviços de táxis aéreos estão avançados, com a alemã Volocopter pronta para testar o serviço aéreo autônomo em Singapura em 2019.
    Para quem procura auxílio doméstico, a Alexa, da Amazon, e o Google Home são notícias antigas. Os dispositivos Smart Home 2.0 com recursos aprimorados estão preparados para dar suporte a algumas de suas tarefas, enquanto a Amazon redobra os esforços para apresentar seu robô doméstico aos consumidores este ano.
    Para acompanhar esses desenvolvimentos, será urgente a necessidade de formular novas regulamentações que contemplem o teste e a implantação segura de tecnologias autônomas.

  • 10. O futuro é edge computing
    Os investimentos migrarão cada vez mais da nuvem para a edge computing (computação de borda, formada por dispositivos que carregam a habilidade para realizar processamentos e análises avançados). Porsche, Softbank e Berkshire já apostaram em grandes startups do segmento.
    Cuidado com a ativação significativa de aplicativos. Haverá mais movimento na mudança do armazenamento e o processamento. Enquanto isso, uma série de indústrias – defesa e saúde, entre elas – começará a alavancar tecnologias de edge computing.

  • Entre as tendências, a vontade política e a pressão pública podem provocar mudanças nas regulamentações de operações industriais ecologicamente insustentáveis.

1. IPOs de empresas de tecnologia
Se 2018 foi um ano estelar para o lançamento de ações em bolsa das empresas de tecnologia, 2019 promete ser espetacular. Prepare-se para uma série de ofertas iniciais na categoria de US$ 100 bilhões de empresas unicórnios iniciantes como Uber, e de 11 dígitos para Airbnb, Pinterest e Lyft. Outras empresas de mais de US$ 1 bilhão a serem observadas incluem Slack, Palantir e Instacart.
Há também fortes rumores sobre o IPO de três pesos pesados ​​chineses: a empresa de corretagem online Futu (que planeja chegar ao mercado público nos EUA e na China), a gigante de tecnologia Ant Financial Services Group e a empresa de transportes por aplicativo Didi Chuxing. É interessante que a maioria dessas empresas unicórnios tenha sido gerada a partir da economia compartilhada. Além disso, várias delas têm avaliações mais altas do que as gigantes dos últimos 100 anos, como Ford e GM.
Algumas ressalvas, no entanto: as empresas podem ser pressionadas a reduzir suas avaliações do IPO se persistirem as fracas perspectivas econômicas e a queda do mercado de ações nos EUA. Além disso, algumas startups unicórnios – particularmente aquelas cujo desempenho desmentiu suas avaliações iniciais – podem optar por adiar seus registros.

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