O mapa da corrupção no mundo

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No mapa da corrupção, Dinamarca tem maior transparência; Brasil piora e fica em 105º lugar

A organização Transparência Internacional, movimento global que tem como objetivo acabar com a corrupção, divulgou hoje (29) o Índice de Percepção de Corrupção (IPC) de 2018, ranking que avalia o setor público em 180 países e territórios. A lista usa uma escala de 0 a 100 – quanto maior a nota, maior a transparência -, tomando como base a percepção de executivos e especialistas que estudam o panorama dos países.

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A metodologia segue quatro passos básicos: seleção de dados, redimensionamento de dados, consolidação dos dados redimensionados e, em seguida, a elaboração de um relatório de medidas de incertezas.

A organização defende que a corrupção no setor público pode contribuir para um retrocesso de instituições e valores democráticos. Com muitas entidades e normas democráticas atualmente sob ameaça – frequentemente lideradas por tendências autoritárias ou populistas -, a entidade estabelece também uma relação entre as duas coisas.

Na nova edição do levantamento, mais de dois terços dos países tiveram pontuações abaixo de 50. A média global foi de apenas 43 pontos. O país com a maior pontuação foi a Dinamarca, que recebeu a nota 88, seguida pela Nova Zelândia (87). Finlândia, Singapura, Suécia e Suíça estão empatadas em 3o lugar, com 85 pontos cada. O Brasil ficou em 105° lugar, com 35 pontos, pior resultado desde 2012. A pontuação do país tem recuado nos últimos anos, com 37 pontos em 2017 e 40 em 2016.

Veja, na galeria de fotos abaixo, os 10 países com o menor índice de corrupção e os 11 países com o maior índice de corrupção em 2018 – assim como as notas obtidas nos três anos anteriores – segundo a Transparência Internacional:

  • MENORES ÍNDICES DE CORRUPÇÃO

  • 1. Dinamarca

    2018: 88
    2017: 88
    2016: 90
    2015: 91

  • 2. Nova Zelândia

    2018: 87
    2017: 89
    2016: 90
    2015: 91

  • 3. Finlândia

    2018: 85
    2017: 85
    2016: 89
    2015: 90

  • 3. Singapura

    2018: 85
    2017: 84
    2017: 84
    2016: 85

  • 3. Suécia

    2018: 85
    2017: 84
    2016: 88
    2015: 89

  • 3. Suíça

    2018: 85
    2017: 85
    2016: 86
    2015: 86

  • 7. Noruega

    2018: 84
    2017: 85
    2016: 85
    2015: 88

  • 8. Países Baixos

    2018: 82
    2017: 82
    2016: 83
    2015: 84

  • 9. Canadá

    2018: 81
    2017: 82
    2016: 82
    2015: 83

  • 9. Luxemburgo

    2018: 81
    2017: 82
    2016: 81
    2015: 85

  • MAIORES ÍNDICES DE CORRUPÇÃO

  • 170. Burundi

    2018: 17
    2017: 22
    2016: 20
    2015: 21

  • 170. Líbia

    2018: 17
    2017: 17
    2016: 14
    2015: 16

  • 172. Afeganistão

    2018: 16
    2017: 15
    2016: 15
    2015: 11

  • 172. Guiné Equatorial

    2018: 16
    2017: 17
    2016: N/A
    2015: N/A

  • 172. Guiné-Bissau

    2018: 16
    2017: 17
    2016: 16
    2015: 17

  • 172. Sudão

    2018: 16
    2017: 16
    2016: 14
    2015: 12

  • 176. Coreia do Norte

    2018: 14
    2017: 17
    2016: 12
    2015: 8

  • 176. Iémen

    2018: 14
    2017: 16
    2016: 14
    2015: 18

  • 178. Sudão do Sul

    2018: 13
    2017: 12
    2016: 11
    2015: 15

  • 178. Síria

    2018: 13
    2017: 14
    2016: 13
    2015: 18

  • 180. Somália

    2018: 10
    2017: 9
    2016: 10
    2015: 8

MENORES ÍNDICES DE CORRUPÇÃO

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