De bem com a sua pele no inverno

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O inverno começa oficialmente no dia 21 de junho. É hora de redobrarmos os cuidados diários com a pele para que ela se mantenha saudável e bonita na estação mais fria do ano.

Uma das queixas mais frequentes nessa época do ano é o ressecamento. Para evitar que ela coce ou descame, a palavra de ordem é hidratação, que deve ser feita com o uso de cremes mais potentes e a ingestão de líquidos. Vale lembrar que no inverno costumamos sentir menos sede, mas nem por isso devemos reduzir a ingestão diária de água, fundamental para o pleno funcionamento de todos os órgãos e também para a saúde da pele. Alguns antioxidantes orais melhoram a hidratação e a qualidade da pele. Eles podem ser prescritos pelo seu dermatologista.

Outra recomendação é evitar banhos longos e muito quentes, que a ressecam ainda mais, e evitar usar sabonetes em barra na pele do corpo. Prefira os sabonetes líquidos com função de hidratação ou sabonetes em óleo ou mousse. Eczemas e dermatites podem surgir ou piorar, uma vez que as temperaturas mais elevadas da água tendem a comprometer o nível de oleosidade natural da pele – e essa oleosidade funciona como uma barreira de proteção. Após o banho, seque bem entre os dedos dos pés para evitar o surgimento de frieiras, que, além de incomodarem bastante, são uma porta de entrada para infecções cutâneas.

Na hora de hidratar, tenha atenção especial a áreas como cotovelos, joelhos, mãos e pés, que ressecam ainda mais no frio. Nos lábios, que têm uma pele fina e delicada, use diariamente balms labiais com FPS, de efeito lubrificante e regenerador. Uma boa esfoliação também ajuda a manter o viço e a beleza cutânea. Ela ativa a circulação, uniformiza, remove impurezas e células mortas e estimula a produção de colágeno novo.

No caso de peles normais a oleosas, recomenda-se a esfoliação semanal; nas secas, a cada 15 ou 20 dias. O importante é seguir sempre a orientação de um dermatologista, que irá prescrever produtos e tratamentos ideais para as necessidades e características de cada paciente.

E nada de abandonar o seu filtro solar no fundo da gaveta, hein? Ele deve ser usado diariamente mesmo em dias nublados, pois os raios ultravioleta atravessam as nuvens e danificam a pele nas quatro estações.

O uso de roupas de lã ou guardadas por muito tempo também pode causar irritações na pele. Dê preferência aos tecidos de algodão e tire as roupas mais quentes do armário, deixando-as no sol antes de usar.

A dermatite seborreica da face ou do couro cabeludo, conhecida como caspa, tende a piorar no inverno. Se você já sofre com o problema, opte por xampus e sabonetes específicos e também prescritos por um dermatologista.

A rosácea, uma condição inflamatória crônica, também costuma ter seus sintomas agravados na estação. Quem já tem o problema diagnosticado deve redobrar a atenção e consultar o dermatologista para mudanças na rotina diária de cuidados com a pele. Loções suaves de limpeza, gel anti-inflamatório e o dye laser são excelentes sugestões para melhora do eritema (vermelhidão) e demais sintomas. Os protocolos são individualizados e devem ser feitos sempre sob prescrição médica.

Para quem tem melasma (manchas acastanhadas e resistentes que aparecem geralmente na face), o inverno é a estação ideal para os procedimentos em consultório. Uma boa tecnologia nesse caso é o laser de Q-switched. Os protocolos atuais são feitos com energias mais baixas e com uma ponteira de diâmetro menor, que garante mais conforto para o paciente e resultados eficazes.

Deve-se aproveitar a estação ainda para investir em tratamentos que promovam a regeneração celular, tratando e recuperando a pele de dentro para fora. Merecem destaque os lasers fracionados profundos e o microagulhamento robótico. Quando associados, eles melhoram muito a qualidade geral da pele, minimizando poros dilatados, rugas finas, cicatrizes de acne, manchas e flacidez.

Tudo isso pode ser combinado também à técnica conhecida como drug delivery, uma tendência muito forte na dermatologia, que consiste em abrir os “canais” da pele com os lasers ou o microagulhamento para, em seguida, aplicarmos substâncias com propriedades clareadoras, antioxidantes ou com alto poder hidratante, conforme a necessidade de cada paciente. As técnicas citadas aumentam muito a permeabilidade cutânea e, consequentemente, a absorção desses ativos, potencializando os resultados.

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