Jeffrey Epstein, acusado de abuso de menores, comete suicídio na cadeia

Reprodução/Forbes
Jeffrey Epstein, 66 anos, ex-financista indiciado por acusações federais de tráfico sexual e conspiração sexual se suicidou na manhã de hoje (10), no Centro Correcional Metropolitano de Manhattan

Resumo:

 

  • Jeffrey Epstein, 66 anos, cometeu suicídio na manhã de hoje (10) no Centro Correcional Metropolitano de Manhattan, onde foi detido em 6 de julho por tráfico sexual e conspiração sexual.
  • De acordo com a ABC News, Epstein se enforcou e foi transportado para um hospital no centro da cidade por volta das 6h30. 

Jeffrey Epstein, 66 anos, cometeu suicídio no Centro Correcional Metropolitano de Manhattan, em Nova York, nos EUA, onde o ex-financista estava detido após ser indiciado em julho por acusações federais de tráfico sexual e conspiração sexual, segundo vários veículos de imprensa hoje (10).

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De acordo com a ABC News, a primeira a dar a notícia, Epstein se enforcou e foi transportado para um hospital no centro da cidade por volta das 6h30.

O “Wall Street Journal” informou que os advogados de Epstein fizeram a seguinte declaração: “Lamentamos muito saber as notícias de hoje. Ninguém deveria morrer na cadeia. Não podemos confirmar rumores sobre a sua causa de morte e confiamos que as autoridades irão investigar minuciosamente as circunstâncias da tragédia de hoje”.

A NBC News informou que advogados que representam supostas vítimas de Epstein declararam o seguinte: “Em nome das vítimas que represento, teríamos preferido que ele vivesse para enfrentar a justiça. Nossos casos civis ainda podem prosseguir contra seus bens. As vítimas merecem justiça pelo dano ao longo da vida”. “Estamos apenas começando”, escreveu a advogada Lisa Bloom no Twitter.

“O fato de Jeffrey Epstein ter sido capaz de cometer o ato egoísta de tirar a própria vida assim como os abusos, a exploração e corrupção desvendados é tanto infeliz quanto previsível”, disse o advogado Brad Edwards, também representante de algumas das supostas vítimas.

Epstein foi preso em 6 de julho e estava mantido sem direito a fiança em Manhattan. Em 23 de julho, ele foi encontrado ferido em sua cela após uma possível tentativa de suicídio.

Um agente carcerário disse ao “The New York Times” que Epstein não estava sob vigilância suicida no momento de sua morte. Todavia, em julho, foi relatado que o criminoso estava sob observação após a possível tentativa de tirar sua vida. O FBI está abrindo uma investigação para determinar se os procedimentos corretos para assegurar a segurança de prisioneiros foram seguidos pela prisão durante a noite, a fonte disse à Reuters.

A morte de Epstein acontece depois de uma semana que incluiu a liberação de documentos de uma ação movida por um acusador de Epstein que alegava que vários homens poderosos estavam envolvidos em seu suposto círculo de abuso; revelações de que o JPMorgan continuou a trabalhar com Epstein depois de saber de seu registro de crimes sexuais; e acusações feitas publicamente por seu ex-amigo e parceiro de negócios, o bilionário Leslie Wexner, denunciando Epstein por apropriação indébita de US$ 46 milhões de sua fortuna.

Antecedentes
Epstein havia enfrentado uma acusação federal de crimes sexuais em 2007, indiciado por abuso sexual de dezenas de garotas menores de idade. Ele cumpriu 13 meses em uma prisão na Flórida, após ser acusado de prostituição e registrado como agressor sexual, depois de um acordo que foi amplamente criticado por ser excessivamente tolerante. Epstein acabou sendo indiciado em 6 de julho por promotores federais, acusado de tráfico sexual e conspiração sexual. Epstein se declarou inocente, e foi lhe negada fiança.

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