eSolidar chega ao mundo corporativo

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Marco Barbosa, fundador da plataforma eSolidar

O que era para ser apenas uma tese de mestrado acabou se transformando em uma poderosa plataforma de apoio a causas sociais. Essa é a trajetória do português Marco Barbosa, que começou a estudar como a web e as redes poderiam ampliar os impactos sociais na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e acabou criando a eSolidar, que hoje tem operações em Portugal, Brasil e Reino Unido. “Do conhecimento surgiu a ideia de criar um marketplace dentro do Facebook, onde as pessoas podiam vender e comprar entre si e tinham a opção de destinar uma porcentagem do valor para uma causa social”, lembra o empreendedor.

Na época, a iniciativa foi alvo de um programa de aceleração no Vale do Silício e, na volta, recebeu um aporte de € 100 mil e um desafio: transformar-se em uma plataforma realmente social onde o comércio eletrônico fosse apenas o meio para a geração de novas maneiras de captar fundos. Assim nasceu, em 2014, a eSolidar, que hoje concentra 50 mil usuários cadastrados, cerca de 800 entidades registradas e mais de R$ 2 milhões angariados.

A mecânica é simples e eficiente: conectar a comunidade solidária, juntando aqueles que precisam de ajuda a aqueles que querem ajudar. Os usuários se cadastram e, ao comprar em uma das 220 lojas vinculadas às organizações sem fins lucrativos, que oferecem mais de 2,3 mil produtos, já estão contribuindo.

Outra possibilidade de ajudar é participando dos leilões realizados pela plataforma. Aqui no Brasil, por exemplo, onde a eSolidar chegou em agosto deste ano, foi firmada uma parceria com o Rock in Rio que arrecadou mais de R$ 200 mil em uma série de leilões solidários. Uma dessas iniciativas disponibilizou a guitarra Jackson Fender, usada por Andreas Kisser, do Sepultura. Autografado, o instrumentou arrecadou R$ 6 mil. Já a guitarra, também autografada, da banda norte-americana Foo Fighters rendeu R$ 7,8 mil. Os recursos serão destinados ao Amazonia Live, projeto que tem como missão plantar 1 milhão de árvores na maior floresta tropical do mundo.

A novidade é que a plataforma chega agora ao mundo corporativo. Isso quer dizer que as empresas podem contar com a ferramenta em suas estratégias de responsabilidade social, com a participação de funcionários, clientes e fornecedores por meio de ações de voluntariado, leilões solidários públicos e privados, doações (inclusive matching donation, modelo em que a pessoa jurídica contribui junto com a física) e até crowfunding interno.

Para Barbosa, a plataforma traz uma série de vantagens para as empresas. “É uma maneira de democratizar o apoio. A companhia pode, por exemplo, distribuir gift cards aos colaboradores e estes os doam a uma causa de seu interesse”, explica. “Muitas vezes, as causas defendidas pelas companhias não são as mesmas de seus funcionários. Com a tecnologia, dá para descobrir, por exemplo, que tipos de iniciativas os colaboradores mais gostariam de apoiar e direcionar esforços para elas. Ações como essas tendem a aumentar o envolvimento dos funcionários, além de ajudar muito no trabalho de atração e retenção de talentos, uma vez que as novas gerações estão cada vez mais preocupadas com a responsabilidade social.” Segundo o empreendedor, essa é uma área das empresas que precisa ter a mesma importância que os departamentos de recursos humanos e marketing – além de estar alinhada com eles –, uma vez que existe uma correlação muito positiva.

A eSolidar – que levantou, até o momento, € 1,2 milhão em investimentos, inclusive de family offices brasileiros – recebe uma porcentagem em cima do volume financeiro angariado (cerca de 5% nos produtos e de 10% no caso dos leilões) e, nos contratos empresariais, cobra uma mensalidade mensal ou anual que varia de acordo com o número de participantes e as funcionalidades usadas. A plataforma está prestes a fechar uma nova rodada de investimentos, cuja expectativa é arrecadar entre € 1,2 milhão e € 1,5 milhão. Desse total, explica Barbosa, quase metade vem do Brasil e é para investir na operação local. “A perspectiva é que, nos próximos 18 meses, o faturamento da empresa chegue a R$ 5 milhões por ano”, diz o jovem empreendedor, eleito Under 30 na Europa pela FORBES em 2016, prevendo uma arrecadação de R$ 20 milhões nos próximos dois ou três anos.

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Empreendedorismo no Brasil: diferenças entre eles e elas

O Instituto Rede Mulher Empreendedora acaba de divulgar os resultados da 4ª edição do levantamento “Empreendedorismo no Brasil 2019: um Recorte de Gênero nos Negócios”, que traz comparações entre operações lideradas por homens e mulheres e as principais diferenças no perfil, motivação para empreender, gestão financeira e acesso ao crédito. Veja, a seguir, alguns highlights da pesquisa, que ouviu 2.554 pessoas no país em agosto deste ano:

• 59% das mulheres empreendedoras são casadas;
• A maioria delas empreende depois dos 30 anos;
• 69% das mulheres têm graduação ou pós-gradução x 44% dos homens;
• Os principais motivos para uma mulher empreender são flexibilidade de horário e tempo para a família;
• Os principais motivos para um homem empreender são renda extra e vocação natural;
• 57% das empreendedoras trabalham em casa;
• 50% dos negócios das mulheres têm faturamento mensal de até R$ 2,5 mil;
• 30% dos negócios dos homens têm faturamento mensal de até R$ 2,5 mil;
• Quando contratam, mulheres preferem mulheres;
• 29% dos negócios comandados por mulheres só têm colaboradoras do sexo feminino;
• 73% das mulheres tomam decisões sozinhas x 44% dos homens;
• 28% das mulheres se sentem seguras com a gestão financeira x 50% dos homens;
• O principal desafio para as mulheres é gerenciar o tempo trabalho x família;
• O principal desafio para os homens é o acesso a recursos financeiros.

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Falconeri estreia no mercado norte-americano

A famosa grife italiana de cashmere de luxo Falconeri, do Calzedonia Group, abriu uma flagship no Soho, um dos bairros mais famosos de Nova York. Na semana passada, uma aparição da top model Irina Shayk no local marcou oficialmente a entrada da marca no mercado norte-americano. A boutique de 230 metros quadrados abriga um museu do cashmere, que mostra o processo de produção do início ao fim: das cabras Hircus, que vivem nas montanhas da Mongólia, até a confecção das peças. “Nesta era digital em constante mudança, quando as informações chegam aos montes ao consumidor, precisamos mais do que nunca de locais de tijolos e argamassa para trazer o toque pessoal de volta à experiência de compra”, diz Sandro Veronesi, fundador do grupo. A grife também acaba de abrir uma segunda unidade na 5th Avenue e já planeja, para o ano que vem, uma em Los Angeles.

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As celebridades mais perigosas de 2019 na web

A atriz Alexis Bledel, mais conhecida pelo papel de Rory Gilmore na série “Gilmore Girls”, está no topo da lista da McAfee das celebridades mais perigosas para busca online. Pelo 13º ano seguido, a empresa de segurança cibernética pesquisa famosos que geram resultados de maior risco, expondo seus fãs a websites maliciosos e vírus. O apresentador do talk show “Late Night” James Corden aparece na vice-liderança, seguido por Sophie Turner, de “Game of Thrones”. Com duas atrizes no Top 10 – a outra é Alexis Bledel, de “The Handmaid’s Tale” – e nomes fortemente associados ao termo “torrente”, o levantamento indica que muita gente ainda coloca sua vida digital em risco em troca de material pirata. Ao contrário da lista de 2018, as celebridades dos reality shows não apareceram tão bem colocadas este ano. Veja, abaixo, as 10 celebridades mais perigosas de 2019 na web:

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