Fundador do Waze quer levar investidores brasileiros para Israel

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Uri Levine está no país para palestrar e encontrar fundos e anjos interessados em um dos ecossistemas de inovação mais avançados do mundo

Em uma breve visita ao Brasil, o fundador do Waze, Uri Levine, movimenta-se para trazer mais investidores para seu fundo focado em startups de tecnologia israelenses.

Levine chegou em São Paulo ontem (16), para palestrar no IT Forum X, mas já retorna a Tel Aviv hoje à tarde. A agenda é corrida, mas ele garantiu uma série de encontros com anjos e fundos brasileiros.

Segundo o criador do aplicativo de mobilidade mais usado do mundo, a adesão por aqui ao The Founders Kitchen, seu veículo focado em startups de tecnologia só tem crescido, por conta do interesse em seu país.

“Israel é o melhor ecossistema de inovação do mundo. Há muitos empreendedores e poucos investidores, o contrário do que vemos no Vale do Silício”, aponta Levine.

“Esse cenário, combinado ao ambiente fiscal e outros incentivos como acesso a mão de obra qualificada, torna o ambiente israelense extremamente atraente para investidores brasileiros”, ressalta.

Cerca de 300 multinacionais mantêm centros de pesquisa em Israel, e capital estrangeiro financia mais da metade dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento no país.

Em conversa com a Forbes, Levine disse que o fundo “vanilla” estabelecido nas Ilhas Cayman tem um ticket inicial de US$ 1 milhão, mas a maioria tem investido quantias maiores. A 3G Capital é um dos investidores brasileiros.

Segundo o empreendedor, que vendeu a Waze para o Google por US$ 1,1 bilhão e diz ter a missão de mudar o mundo, a estratégia é facilitar a vida de investidores e, predominantemente, apoiar empreendedores e ideias já validadas por ele.

“Não teremos um pipeline de 500 startups, mas buscaremos soluções para problemas específicos”, diz.

O Founders Kitchen tem mais de uma dezena de startups em seu portfolio, incluindo a Moovit, desenvolvedora do aplicativo de planejamento de viagens no sistema de transporte público e a Engie, de automação de diagnósticos automotivos.

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O apelo de dispositivos de tecnologia vestíveis como smartwatches só aumenta. A GlobalData prevê que o mercado de wearables chegou a US$ 23 bilhões em 2018 e vai valer US$ 54 bilhões em 2023. Mas consumidores ainda não estão muito confiantes.

Segundo uma pesquisa da empresa de pesquisa The Manifest com mais de 580 usuários de dispositivos, mais de um terço dos usuários (36%) acham que seus gadgets podem fornecer dados incorretos sobre batimentos cardíacos e sinais vitais.

Por outro lado, 14% dos participantes têm a preocupação de ficarem muito dependentes de seus dispositivos. Já que pessoas com batimentos cardíacos irregulares ou pressão alta podem confiar em seus wearables para monitorar sua saúde, os resultados trazem questões sobre a validade dos dados gerados por estes dispositivos para ajustar condutas ou tratamentos médicos.

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O C6 Bank parte para a segunda turma do Opp, programa de empreendedorismo do banco digital. Depois de receber mais de 360 inscrições e entrevistar 105 empreendedores, a empresa chamou 22 startups para fazer um pitch presencial, das quais 6 foram selecionadas. O C6 não restringiu seu escopo a fintechs: as selecionadas, que começam os trabalhos com o banco no dia 28 de outubro, incluem startups de saúde, logística e da área jurídica.

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O Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, recebe amanhã (18) e no sábado (19) o Hacking.Rio, festival e cultura digital que reúne um hackathon de 42 horas e um congresso com com especialistas em tecnologia, inovação e negócios. A expectativa é que mais de 3.000 pessoas compareçam ao evento, entre potenciais investidores, especialistas em tecnologia e empreendedores. O evento é patrocinado pela Icatu Seguros e é resultado de esforços do movimento Juntospelo.Rio, liderado por empreendedores locais empenhados em potencializar oportunidades para o ecossistema de inovação carioca.

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O uso de tecnologia no combate à criminalidade será debatido em um evento que acontece nos dias 26 e 27 de novembro no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Organizado pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo e diversas outras entidades, o Fórum Nacional da Inteligência Aplicada para o Combate à Criminalidade reunirá especialistas, delegados, representantes de entidades e autoridades, bem como palestrantes internacionais para discutir o papel de tecnologia na segurança pública. Novas tecnologias para este propósito também serão apresentadas durante o evento, em uma exposição.

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

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