Melinda Gates promete US$ 1 bi para a igualdade de gênero

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Reduzir a desigualdade de gênero é uma das prioridades de Melinda Gates

Na manhã de ontem (2), Melinda Gates anunciou que vai comprometer US$ 1 bilhão para promover a igualdade de gênero nos Estados Unidos nos próximos 10 anos. A causa tem sido uma prioridade de longa data para ela por meio da Fundação Bill e Melinda Gates e da Pivotal Ventures, a empresa de investimento e incubação que ela fundou em 2015. Também é o tema de seu livro de 2019, “O Momento de Voar: Como o Empoderamento Feminino Muda o Mundo”.

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Melinda e sua equipe na Pivotal Ventures identificaram três mudanças que podem ter grandes impactos até 2030: eliminar as barreiras que as mulheres enfrentam no trabalho, criar oportunidades para elas conquistarem posições de liderança e garantir que as empresas sejam responsáveis por promover a igualdade de gênero.

Por meio da Pivotal Ventures, Melinda usará US$ 1 bilhão para identificar e financiar organizações e formuladores de políticas comprometidos com essas três prioridades. Isso incluirá entidades que atuam em diversas frentes, como o combate ao assédio sexual e a discriminação no local de trabalho, o desmantelamento das barreiras que impedem as mulheres de alcançar posições de liderança, o aumento da representação das mulheres em indústrias tradicionalmente dominadas por homens e a pressão sobre as instituições para que promovam reformas.

“US$ 1 bilhão é muito dinheiro, mas também reconheço que é apenas uma pequena fração do que é necessário”, escreveu Melinda em um artigo da “Time” que anunciou sua promessa: “É por isso que espero que o compromisso financeiro que estou assumindo hoje seja visto como um voto de confiança nos especialistas e advogados que já estão trabalhando nessas questões, além de um convite para que outras pessoas se unam à causa e se comprometam. A igualdade não pode esperar, e ninguém em posição de agir também ficar parado.”

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Melinda também descreveu a estratégia e os objetivos de sua promessa em um artigo recente da “Harvard Business Review”, onde afirmou que seu senso de urgência era motivado pelo Índice Global de Desigualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial, que descobriu que, no ritmo atual, o gap atual não será sanado nos Estados Unidos nos próximos 208 anos. “Acredito que nosso objetivo deva ser expandir o poder e a influência das mulheres na sociedade. Penso nessas duas características como a capacidade de tomar decisões, controlar recursos e moldar perspectivas”, escreveu. “É algo que as mulheres exercem em suas casas, em seus locais de trabalho e em suas comunidades.”

Enquanto “poder” e “influência” são descrições geralmente não atribuídas às mulheres, Melinda disse que elas são a melhor maneira de explicar a disparidade de poder entre homens e mulheres. Ela pediu aos filantropos, capitalistas de risco, líderes empresariais e formuladores de políticas que priorizem políticas voltadas ao gênero.

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