Mulheres: tornem sua presença reconhecida (e valorizada!)

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Duas técnicas de comunicação são capazes de ajudar no reconhecimento no ambiente de trabalho

As mulheres já provaram sua força e estão cada vez mais conquistando posições de destaque no mercado de trabalho. Entretanto, basta prestar um pouquinho de atenção para perceber que alguns microerros podem colocar a tão sonhada posição de liderança a perder.

Numa época onde a desigualdade de gênero ainda é tão alarmante, um deslize pode dificultar o caminho das mulheres até o topo. Um conjunto deles, então, é um grande perigo. Dois erros de comunicação, entretanto, destacam-se.

Veja o que não fazer e como tornar sua presença conhecida (e valorizada!) no ambiente corporativo!

Presença física

Um erro bastante comum entre as mulheres é como elas se comportam fisicamente. Não é difícil encontrar mulheres sentadas numa reunião com a cadeira mais afastada, ombro arqueados, braços e pernas cruzadas e cabeça baixa.

Nas reuniões e workshops que participo, noto mulheres bem-sucedidas e experientes encolhidas diante dos colegas de trabalho. Mesmo com um currículo recheado de grandes conquistas e uma reputação invejada, a presença física, quando não trabalhada e expandida, transmite exatamente o oposto.

Tenha consciência da sua presença e linguagem corporal, desde a hora em que você entra em uma sala de reuniões, até na escolha do lugar onde decide se sentar e de como quer se posicionar. Essas escolhas têm o poder de reforçar (ou não!) a percepção de confiança e credibilidade que outras pessoas terão de você.

Quer mais? Ficar no fundo da sala durante as reuniões pode até parecer uma boa escolha, afinal, você tem uma visão geral de toda a equipe. Mas não se engane: aos olhos dos seus colegas você pode parecer invisível e uma peça pouco necessária para o trabalho em grupo.

O que fazer? Desafie-se! Mesmo que, com medo, fique mais à frente, mantenha a coluna reta, estufe o peito, não olhe para o chão e articule os mãos. Assim, além de ser vista e de se relacionar com outros líderes e gestores, você mostrará a todo o time a mulher confiante e segura de si que só você sabe ser!

Linguagem

Outro microerro importante e que nós, mulheres, cometemos sem querer é usar palavras minimizadoras, como “apenas”, “só” e “pouco”. Quantas vezes você já não ouviu uma mulher dizer ou você mesma já não disse: “Eu criei esse pequeno relatório” ou “Eu só queria apresentar esse projeto” como se as suas ações não tivessem muita importância?

Agora, pense ou reescreva as mesmas mensagens sem as palavras minimizadoras. Viu só como você é capaz de transmitir clareza e confiança (com uma pitada de objetividade) e ainda fazer suas ideias parecerem relevantes e fundamentais?

O mesmo vale para opiniões apresentadas em forma de pergunta, como se você não estivesse 100% confiante no que diz. Preste atenção em todas as vezes em que você já não se viu dizendo: “Será que não seria mais viável apresentarmos o projeto de tal maneira?” ou “Qual tal se fizermos uma abordagem diferente?”. Embora pareça uma maneira educada de expressar sua opinião, o questionamento pode agir como uma forma de camuflar sua insegurança. Ou seja, autodiminuição iminente.

O segredo? Faça declarações! Em vez de dizer: “Você acha que devemos incluir o departamento de marketing na reunião do projeto?”, diga: “Sugiro que a gente inclua o departamento de marketing na próxima reunião de projeto”. Assim, você demonstra clareza e confiança e, de quebra, aumenta a possibilidade de um diálogo.

Viu só como fazer escolhas mais assertivas sobre a sua presença física e a forma como você se expressa ajudam a mostrar todo o seu potencial e credibilidade? Você consegue. Pequenas mudanças rendem grandes resultados, principalmente, para as mulheres.

 

Fabiana Scaranzi é apresentadora, com passagens na Globo e na Record, à frente dos programas Jornal Hoje, Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Jornal da Globo, Globo Rural, Fantástico e Domingo Espetacular. É autora do livro “Mulheres Muito Além do Salto Alto”, CEO da FAB PRODUÇÕES e formada em Coach de Vida e Carreira pelo ICI – Integrated Coaching Institute. Em 2019, abriu o primeiro coworking feminino do Brasil.

 

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