Plataforma mira massificação de moradia popular

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Housi é aderente a audiências de menor poder aquisitivo e pode até virar benefício, diz o CEO, Alexandre Lafer Frankel

A Vitacon avança com um plano de geração de liquidez para investidores imobiliários com moradias populares, por meio de sua plataforma digital, e propõe até mesmo trazer mudanças para programas sociais do governo.

A Housi nasceu neste ano como uma plataforma online para administrar e alugar os imóveis da incorporadora e construtora, normalmente adquiridos por investidores, bem como imóveis de terceiros. Este braço, que já administra 75% dos R$ 2,5 bilhões em lançamentos da Vitacon para 2019, deve ultrapassar o crescimento da própria empresa de onde foi originada.

“Tivemos um crescimento muito maior do que o esperado e estamos muito mais focados nesta expansão da Housi”, diz o CEO da Vitacon e da Housi, Alexandre Lafer Frankel. Esse braço de soluções de moradia atualmente representa 15% do faturamento da Vitacon, e a empresa espera um crescimento na ordem de 800% para o próximo ano.

Aluguéis pela plataforma da Housi, que podem ser fechados por qualquer período de tempo, atualmente saem por mais de R$ 3.000 por mês, com serviços que podem incluir desde limpeza até internet. Mas a ideia é aumentar significativamente o portfolio de moradias populares, com aluguéis mensais de cerca de R$1.000, para clientes de poder aquisitivo mais baixo.

“Os modelos atuais foram criados para que pessoas adquiram um imóvel, frequentemente, com subsídios do governo. Mas isso pode não fazer mais sentido à medida em que as dinâmicas de vida mudam”, diz Frankel.

Segundo o fundador, a análise de crédito passa pelo algoritmo da empresa e gera um score, que desobriga clientes a buscarem um fiador ou seguro fiança, mesmo em casos de restrição de crédito.

“Muitas vezes, a pessoa pode ter não ter um histórico ou mesmo uma renda formal, mas tem um comportamento de pagamento positivo. Isso destrava uma grande oportunidade para nós”, aponta.

“Cerca de 90% das pessoas que tentam comprar por meio do Minha Casa, Minha Vida não tem seu crédito aprovado, mas talvez elas tenham maior aderência à locação. Esse é um mercado enorme que precisa ser explorado.”

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Além de trazer grandes mudanças para o mercado imobiliário, a empresa se movimenta para provocar mudanças ainda mais profundas. Frankel está em discussões no âmbito federal e estadual, para oferecer moradias temporárias, por meio da plataforma da Housi a pessoas que recebem auxílio do governo.

“Propomos novos modelos pelos quais pessoas terão a ajuda do governo para consumir moradia enquanto precisam – a partir do momento que elas conseguem pagar sua moradia, o governo pode atender novas famílias”, detalha.

Esta abordagem também contempla o uso de imóveis públicos, já que a Housi é o que Frankel define como um negócio “asset-light”, ou seja, a empresa usa tecnologia para conectar as pontas de usuário e proprietário do imóvel e não precisa deter a propriedade dos mesmos.

“Vemos os ativos que pertencem ao poder público como uma matéria-prima interessantíssima para ser colocada no mercado. Acho que a solução para os problemas de moradia do país está muito mais ligada a esse novo modelo do que à compra do imóvel”, aponta.

“Propomos uma grande transformação social, que vai muito além de meramente locar um imóvel.” Ele diz que o negócio de construção da Vitacon continuará existindo separadamente, apesar do maior potencial da oferta digital.

O escopo da plataforma de aluguel online, que pretende chegar a 100 mil imóveis administrados nos próximos meses, atualmente concentrados em São Paulo, deve expandir nos próximos meses para Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Curitiba e Belo Horizonte.

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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e suas 18 instituições associadas promovem entre os dias 20 e 26 a Semana da Segurança Digital, com o objetivo de contribuir para a conscientização do uso seguro da internet e dos canais digitais. Os bancos participantes usarão seus canais de comunicação para divulgar os temas, que incluirão golpes por meio das redes sociais, privacidade de dados e truques como supostas promoções imperdíveis, que resultam em fraudes.

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A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) lançou seu Sistema Aberto de Gestão da Inovação, com o objetivo de mapear e divulgar atividades de inovação de sua comunidade. A plataforma inclui um portal de busca e permite o cadastro dos laboratórios, spin-offs e startups que surgiram com apoio da UFSCar ou fundadas por alunos e ex-alunos, bem como gestão de ativos de Propriedade Intelectual da UFSCar, tais como patentes e software.

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Hoje (18), a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) faz história com a primeira caminhada espacial tripulada somente por mulheres. No momento de fechamento desta coluna, as astronautas Christina Koch e Jessica Meir substituíam um equipamento defeituoso num painel exterior da Estação Espacial Internacional (ISS). “Entendemos que é um marco histórico, mas existe toda uma fila de mulheres que fazem trabalho espacial”, disse Koch, ao responder a elogios do presidente norte-americano, Donald Trump. “Queremos ser uma inspiração para essas meninas.”

 

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

 

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