2º dia do FORBES Start debate novos ambientes de trabalho e conexão entre a empresa e funcionários

Rogério Menezes/Divulgação
Palco na São Paulo Tech Week recebeu líderes do setor para discutir os desafios e soluções nos processos de seleção e cultura empresarial

Resumo:

  • O segundo dia do Palco FORBES Start trouxe profissionais da WGSN, Nubank, Adobe, Glassdoor e Great Place to Work para conversar sobre o futuro das empresas nos processos de contratação;
  • No terceiro e último dia do evento, “como vamos gastar: ideias sobre serviços financeiros” pautam a roda de conversas;
  • As inscrições são gratuitas e estão abertas para amanhã (27), último dia da programação.

Hoje (26), a São Paulo Tech Week teve seu segundo dia do Palco FORBES Start, exclusivo no evento de inovação e tecnologia. Líderes influentes de WGSN, Nubank, Adobe, Glassdoor e Great Place to Work, se reuniram para debater sobre o futuro das organizações no mercado e trabalho.

Amanhã (27), o último de programação do palco, a palestra “Como Vamos Gastar: Ideias sobre Serviços Financeiros” receberá Juliano Prado, CEO da Payly (fintech da Raízen); Gustavo Torres, chief innovation officer do C6 Bank; Ariel Patschiki, product director da EBANX; e Fernanda Doria, customer solutions manager do Google. Inclusão financeira, equity crowdfunding e inteligências artificiais serão os temas da discussão. As inscrições estão abertas e são gratuitas.

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Dia 2 FORBES Start

Quem abriu a conversa foi Daniela Dantas, diretora para a América Latina da WGSN, empresa pioneira na criação de uma biblioteca online de tendências. “Estamos vivendo em um tempo de excesso. Não só do consumo, mas de posse, estímulos e conteúdos. Sempre nos sentimos em dívida com alguém ou alguma coisa”, ressaltou Daniela durante seu discurso. Ela completou, dizendo que o tempo será uma moeda de troca.

Por consequência disso, a diretora destacou que a glorificação do trabalho é uma consequência negativa do processo. “Há uma cultura de que estar ocupado é algo importante. Ser o primeiro chegar e o último a sair é um hábito de líderes e gestores que não deve ser seguido”, criticou Daniela. Disse também que se não pensarmos o tempo como um benefício, estamos usando ele da forma errada.

Em seguida, Luciana Caletti, vice-presidente para América Latina na Glassdoor (anteriormente Love Mondays), trouxe a transparência como foco da discussão. Para ela, o processo de recrutamento e contratação “é como um namoro, já que os lados querem mostrar o lado mais bonito, glamoroso e divertido. Uma sedução para fechar um negócio”, comparou.

Luciana acredita que a transparência na atração entre empresa e candidato é raridade. “O RH e os gerentes estão pressionados a fechar uma vaga. Mas combinado com o ‘namoro’, a longo prazo, acontece a frustração de expectativas dos dois lados”, alerta. A vice-presidente ressaltou que em algum momento o contratado irá descobrir que o que lhe foi prometido não existe (como home office, flexibilidade de horário, qualidade de vida etc).

A líder compartilhou também que é preciso que a empresa saiba o que quer e quais são suas características, “não pode querer agradar todo mundo, pois você não descobre sua própria personalidade”. Adotar a postura é, para Luciana, a forma ideal para atrair talentos competentes e para que os candidatos encontrem as empresas que combinam com eles.

Renee Mauldin, chief people officer do Nubank, abriu sua participação falando sobre a cultura de trabalho na empresa. Destacou que as fintechs e as companhias de desenvolvimento brasileiras são muito mais “intensas e mudam muito mais a cultura local dos que as dos Estados Unidos e outras empresas de finanças da Europa”. Para a texana, vir para o Brasil e “fazer parte dessa revolução é poder ajudar as pessoas a ter acesso às finanças”. Falando da própria empresa, Renee disse que é preciso fazer com que os funcionários gostem do seu trabalho assim como os clientes gostam.

O general manager para a América Latina da Adobe, Federico Grosso, seguiu a conversa discorrendo sobre o ambiente de trabalho moderno. Ele acredita que a sociedade mudou muito, e isso deu origem a pessoas que resolvem problemas complexos. “É necessário contratar pessoas com talentos diferentes. Que entendam de inteligência artificial, ética, e tantas outras”, explicou.

Um dos desafios disso, é fazer com que eles tenham uma confluência de trabalho. Para solucionar essa barreira, o general manager acha que educação é o caminho. “Há muito acesso, formas e preços baixos para diferentes formas de conhecimento. Isso é algo que funciona muito bem para as novas gerações”, compartilhou Grosso. Dentro da Adobe, ele enfatizou que investem milhares de dólares em experiências práticas de aprendizagem.

Concluindo as apresentações, Cauê Oliveira, diretor no Great Place To Work, começou comparando a venda de colchões com a escolha do local de trabalho. “Você investe em um objeto que você vai passar um terço da sua vida, deveria fazer o mesmo com um emprego”.

Ele entende que o “gift work”, forma de trabalho que tem pouco custo para as empresas e grande valor para os funcionários, deve ser uma tendência nas relações de trabalho. “Esse valor pode ser um feedback, um almoço, uma promoção e até mesmo o desligamento do colaborador. A técnica é a forma como ela é feita”, explicou Oliveira. Para ele, até mesmo os líderes podem ter a postura.

Start Expo

Daniel Arcoverde, CEO da Netshow.me, iniciou seu discurso falando sobre as novas formas de discurso e compartilhamento mudando a postura das empresas. “As empresas com altos salários, carga horária extensa e que buscam extrair ao máximo de seu colaborador não estão necessariamente conectadas com eles. As pessoas buscam um ambiente com propósito para elas”, apontou.

O CEO acredita que a imagem de uma empresa está representada em seus funcionários, por isso, o trabalho em equipe e práticas de conexão de equipe devem ser valorizadas. “Fizemos uma experiência de dois dias em um sítio. Todos ficaram sem celular e foram acompanhados por um psicoterapeuta corporal. Saímos de lá como um time de amigos, mais conectados e sabendo mais um sobre o outro”, relembrou Cauê.

Serviço:

Forbes Start
Quando: de 25 a 27 de novembro
Horários: 9h às 12h
Onde: Spaces Berrini – Rua Irmã Gabriela, 51 – Cidade Monções – São Paulo/SP

5ª São Paulo Tech Week
Quando: de 23 a 29 de novembro
Informações: www.saopaulotechweek.com

Veja, abaixo, tudo que foi conversados pelos profissionais durante o palco FORBES Start:

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