Chocolate rubi poderá, finalmente, ser vendido nos Estados Unidos

Divulgação
Chocolate é feito a partir do cacau rubi, que tem uma coloração naturalmente rosa

A Food and Drug Administration (FDA), agência de regulamentação equivalente à Anvisa no Brasil, emitiu uma licença temporária para que a Barry Callebaut comercialize o chocolate rubi nos Estados Unidos. A autorização permite que a companhia suíça, criada pela fusão entre a fabricante belga de chocolate Callebaut e a francesa Cacao Barry em 1996, produza cerca de 27 milhões de quilos do produto e os submeta a avaliação dos consumidores.

O chocolate, que é cor de rosa, recebeu esse nome porque é feito a partir do cacau rubi, encontrado na Costa do Marfim, Equador e Brasil, e é considerado o quarto tipo, depois do escuro, do branco e do chocolate ao leite. A cor é totalmente natural, sem a adição de corantes. A Barry Callebaut, em parceria com a Universidade Jacobs, da Alemanha, levou anos para identificar as amêndoas de cacau que têm uma quantidade maior de flaonóides, que resulta na coloração e sabor diferenciados.

Desde que foi apresentado, em 2017, em Xangai, a iguaria – que tem um sabor frutado e é mais cremosa – causou sensação mundial e passou a ser utilizada por chefs confeiteiros e fabricantes de chocolate para fins que vão desde ressaltar os sabores até promover a inovação.

A Nestlé se tornou a primeira fabricante do segmento a anunciar a novidade no ano passado: um KitKat à base do chocolate lançado no Japão, Coreia do Sul, Austrália e Reino Unido. O Brasil também teve a chance de conhecer o produto, mas em edição limitada.

Nos Estados Unidos, no entanto, até este momento o produto não podia ser classificado como chocolate, pois não se enquadrava na regulamentação da FDA, que define categorias de alimentos com base em ingredientes específicos e a porcentagem de suas composições.

Agora, com a autorização dada à Barry Callebaut – que tem validade de 15 meses, mas pode ser prorrogada diversas vezes –, o chocolates rubi segue para a linha de produção, o que deve animar as grandes indústrias do segmento a usá-lo em suas receitas e criações e, consequentemente, impulsionar o consumo.

No Brasil, país onde o consumo de chocolate beira 500 milhões de quilos por ano, a novidade da Callebaut chegou em fevereiro, mas ainda é pouco difundida. Na Páscoa deste ano, a tradicional marca de chocolates Pati Piva lançou um ovo feito com a matéria-prima, além de folhas de ouro 24k.

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Petit comité

João Vianna, cofundador da Loft, reúne-se nesta quarta-feira (27) com investidores e family offices em um petit comité organizado pelo Banco Safra, chamado Safra Tendência, na sede da instituição, na Avenida Paulista. Vianna vai apresentar as oportunidades exclusivas para grandes investidores. Até aqui, a Loft estruturou seus fundos imobiliários exclusivamente com o Credit Suisse.

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Sobre duas rodas

A Lime, empresa de compartilhamento de patinetes elétricos, fez um balanço dos primeiros quatro meses de operação no Brasil. Entre julho e outubro, foram mais de 800 mil quilômetros percorridos em São Paulo e Rio de Janeiro, onde opera, o equivalente a uma economia de 250 toneladas de CO2 na atmosfera e a substituição de cerca de 150 mil corridas de carro, segundo a companhia. O crescimento no número de viagens em outubro, comparado a julho, cresceu 70%. Pesquisas encomendadas em ambas as cidades indicaram as preferências da população. Em São Paulo, mais de 22% utilizam os patinetes para tarefas rotineiras próximo de casa, outros 22% para lazer e 20% para atividades perto do trabalho. Já entre os cariocas, 22% usam o veículo para passeio, 26% para realizar tarefas próximas de casa e 18% para ir ou voltar do trabalho. “Sabíamos que o Brasil seria um mercado receptivo ao nosso modal de transporte, uma vez que oferecemos uma alternativa saudável, sustentável e divertida para locomoção de curta distância pela cidade”, diz o diretor da Lime no Brasil, John Paz.

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Hospedagens gastronômicas

A plataforma de compartilhamento de hospedagens Airbnb anunciou uma nova categoria de experiências. Depois do turismo animal e de aventura, a empresa agora está investindo em hospedagens com foco na culinária. São mais de 3 mil opções nas quais os viajantes podem conhecer o destino por meio da gastronomia familiar e receitas locais em mais de 75 países, incluindo o Brasil. Para garantir que não haja duas receitas iguais, cada experiência foi avaliada com base em diretrizes inspiradas na Slow Food, uma organização popular cuja missão é impedir o desaparecimento das culturas alimentares locais. Nesse processo, a plataforma verificou como os anfitriões comunicam a natureza singular de cada prato por meio de suas histórias pessoais e da herança da culinária que eles compartilham. São famílias, fazendeiros e até confeiteiros que contam a sua própria história usando a comida como linguagem. No Brasil, as experiências disponíveis são: Mão na Massa com o Chef Vica Nabuco, em Gramado (R$ 170 por pessoa); Cozinhe com a Chef Simone, no Rio de Janeiro (R$ 270 por pessoa) e Sabores Brasileiros 100% Plant-Based, em Santa Tereza, no Espírito Santo (R$ 220).

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Robô fisioterapeuta

A Toyota Motor Corporation anunciou o seu novo Welwalk WW-2000, robô projetado para fornecer suporte de reabilitação para pessoas com paralisia de membros inferiores ocasionada por acidente vascular cerebral, entre outras causas. A nova versão – que tem previsão de entrega em fevereiro de 2020 – terá vários recursos atualizados e ganhará novas funções que exibem configurações de assistência em tempo real para melhorar a caminhada anormal, bem como uma função de jogo que ajuda a manter a motivação para que os pacientes continuem seus esforços de reabilitação. O objetivo das melhorias é proporcionar, aos pacientes, um treinamento de caminhada mais eficiente.

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