Dia Mundial do Veganismo: mercado tem bons motivos para comemorar

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Elza e Julia Barroso, da Face It: 30% de crescimento ao ano

Tendência mundial, o veganismo, filosofia de vida que exclui todas as formas de exploração e crueldade animal, seja na alimentação, no vestuário ou na cosmética, ganha força a passos largos no Brasil. De acordo com uma pesquisa do Ibope, o país registrava 14% de vegetarianos (pessoas que não consomem nenhum tipo de carne animal) em abril de 2018, o equivalente a 29 milhões de cidadãos. O número representa um salto histórico: em 2011, quando o instituto fez o primeiro levantamento do tipo, apenas 9% da população brasileira se declarava vegetariana.

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O movimento, que ganhou até uma data, comemorada internacionalmente hoje, 1º de novembro, reflete-se nos negócios de forma clara. Por aqui, a estimativa é que o setor cresça a uma taxa de 40% ao ano. “É uma mudança irreversível”, opina Elza Barroso que, junto com a filha Julia, fundou em 2017 a marca de batons veganos Face It. “Atualmente, existem cosméticos de alta performance que não exigem nenhum tipo de crueldade animal e são feitos com componentes naturais. Temos escolha”, diz a empresária, que tem registrado taxas de crescimento de 30% ano a ano desde que começou. Hoje, a empresa vende, por mês, cerca de 1 mil unidades dos 17 modelos de batom que produz na Itália, a um ticket médio de R$ 74.

Há menos de uma semana, a Raia Drogasil começou a vender sua própria marca 100% vegana, livre de alergênicos, parabenos, silicone e sulfatos. A Vegan by Needs inclui nove produtos de higiene e beleza com ingredientes da biodiversidade brasileira, como a castanha-do-pará, e nenhum componente de origem animal. “O nosso objetivo é democratizar os produtos veganos, por meio de uma relação justa entre qualidade e preço, ao mesmo tempo em que aproximamos o consumidor de uma causa social e ambiental”, explica Eugênio de Zagottis, vice-presidente de planejamento corporativo e de relações com investidores da RD.

Para Elza, quando empresas desse porte começam a entrar no mercado, é sinal de transformação. “Existem vários caminhos para interromper esse ciclo de crueldade. Não é fácil, principalmente para as pessoas mais velhas, abandonar a carne na alimentação. Mas dá para começar pelas roupas ou pelos cosméticos. O mercado já oferece, por exemplo, opções em couro sintético maravilhosas”, diz, lembrando que para cada cor de batom nova, três coelhos são sacrificados na indústria tradicional.

Já para os mais novos, esse é um caminho natural. Os jovens da geração Y e Z têm, comprovadamente, mais consciência social e ambiental do que as gerações anteriores e estão assumindo um papel de protagonismo nos hábitos de consumo. Este é um dos argumentos usados pelo relatório publicado este ano pela Grand View Research para justificar a movimentação de US$ 48 bilhões prevista em todo o mundo até 2025 dos chamados “cosméticos do bem”, que inclui produtos veganos, sustentáveis, naturais e orgânicos. O levantamento aponta, ainda, o provável aumento dos gastos em pesquisa e desenvolvimento como fator de crescimento do setor.

“As empresas precisam entender que é cada vez maior o número de pessoas que não concordam em consumir produtos feitos à custa do sofrimento animal ou da exploração do meio ambiente. Quem não acompanhar essa tendência, vai ficar para trás no mundo dos negócios”, finaliza Elza.

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Céu de brigadeiro

A Helvetic Airways acabe de receber seu primeiro jato E190-E2 da Embraer. A companhia aérea suíça encomendou 12 unidades do modelo, como parte de um programa de renovação de sua frota. As aeronaves, na configuração com 110 assentos, serão usadas para operar várias rotas domésticas e internacionais. Na comparação com a primeira geração de E190, a nova versão consome 17,3% menos combustível. O contrato com a Helvetic é avaliado em US$ 730 milhões, mas o valor total pode chegar a US$ 1,5 bilhão se a companhia oficializar a intenção de compra de outras 12 unidades do jato.

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Black Friday 2019

O site oficial do evento que já entrou para o calendário fixo do comércio brasileiro prevê que, este ano, a Black Friday movimente 21% mais do que no ano passado. A expectativa é que as compras feitas no próximo dia 29 de novembro somem R$ 3,15 bilhões. O telefone celular continua no topo da lista de preferências: este ano, ele é responsável por 37% das intenções de compra, seguido por eletrodomésticos (36%) e TVs (29,3%).

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A vez das proptechs

A EmCasa, proptech de compra e venda de imóveis, fechou o terceiro trimestre do ano com 58 vendas concluídas, o dobro das transações registradas no trimestre anterior. O esforço nas vendas somado à queda nos juros para financiamento imobiliário em diversos bancos está ajudando a turbinar os resultados. A expectativa da startup é fechar o ano com R$ 165 milhões em vendas e, em 2020, elevar esse número para R$ 2 bilhões.

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