Iniciativa busca suprir demanda de grandes empresas por engenheiras

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Evento tem como foco engenheiras com interesse em trabalhar na indústria

Nesta quarta-feira (6), durante o dia inteiro, 109 engenheiras de todo o país terão a oportunidade de conversar com grandes empresas em busca de profissionais da área. Trata-se da 1ª Conferência Conecta – Edição Engenheiras da Indústria, evento realizado pela ImpulsoBeta, que tem como missão apoiar as empresas em suas estratégias de promoção da equidade de gênero.

No Cubo, hub de inovação mantido pelo Itaú em São Paulo, companhias como Vivo, Volvo, Sodexo, International Paper, Electrolux, Klabin, Whirlpool, Engie e Raízen estarão disponíveis para conhecer um pouco mais das profissionais e, assim, preencher vagas em aberto ou criar um banco de talentos para futuras oportunidades. “Tivemos mais de 600 inscritas”, contam Andrea Tenuta, head de employer branding e atração, e Renata Moraes, sócia-fundadora e head de projetos da ImpulsoBeta.

A ideia surgiu a partir de um mapeamento feito com grandes companhias instaladas no Brasil para detectar necessidades e, em seguida, propor uma solução de conectasse as duas pontas, ou seja, essas empresas – que já têm em suas estratégias de negócio políticas de diversidade e de equidade de gênero – e profissionais talentosas na área de interesse, no caso desta primeira edição, engenheiras para a indústria.

Os números comprovam a percepção das empresas. Apesar de 58% do total de universitárias serem mulheres, elas ainda são minoria na engenharia. No último censo do INEP, por exemplo, as mulheres representavam 30% do total de matrículas nestes cursos.

No total, 600 mulheres se inscreveram, gratuitamente, todas elas formadas entre 2015 e 2019 com interesse em atuar no segmento industrial. Em seguida, as candidatas passaram por um amplo processo de seleção, que incluiu o compartilhamento de suas experiências anteriores, posteriormente analisadas com a ajuda de metodologias específicas por psicólogos, testes de lógica e vídeo. “Esse processo teve como objetivo selecionar mulheres extremamente capacitadas e alinhadas com os perfis requeridos pelas empresas”, explica Andrea.

Das selecionadas, 49,5% têm entre 27 e 31 anos, enquanto 40,4% estão entre 24 e 26 e 10,1% se concentram na faixa entre 21 e 23 anos. A maior parte delas – 22 – é formada em Engenharia Civil, mas há engenheiras químicas, de produção, mecânicas, de materiais e até florestal. No que diz respeito às regiões geográficas, o estado de São Paulo concentra a maior parte das participantes, 74, seguido por Minas Gerais (16), Rio de Janeiro (7), Paraná (3), Bahia, Espírito Santo e Goiás (2 cada), Sergipe, Santa Catarina e Piauí (1 cada). Sobre a idade das selecionadas, Andrea explica: “Detectamos que a maior dificuldade das empresas era justamente captar talentos femininos entre as iniciantes, já que boa parte das engenheiras acaba seguindo por outros caminhos, como, por exemplo, a área de finanças”.

Além de conversar com representantes das empresas participantes, as selecionadas terão um dia cheio de workshops de capacitação – negociação salarial, comunicação assertiva e marca pessoal estão entre os temas – e momentos específicos para networking. Inicialmente, a ideia das idealizadoras do projeto era promover uma segunda edição em outra área de interesse, mas o sucesso da estreia fez com que elas repensassem seus objetivos. “Certamente faremos edições focadas em outras áreas de atuação, mas já estamos prevendo um segundo evento para engenheiras em 2020”, revela Renata.

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Horta urbana

É da Mercedes-Benz do Brasil a primeira fazenda urbana instalada em uma indústria em todo o mundo. A iniciativa, localizada na fábrica de veículos comerciais de São Bernardo do Campo, em São Paulo, vai produzir verduras 100% livre de agrotóxicos para consumo diário de 10 mil colaboradores nos restaurantes da unidade fabril. O projeto, feito em conjunto com a startup mineira BeGreen, utiliza técnicas inovadoras de aquaponia, técnica que une plantação na água com a criação de peixes, e aeroponia, plantação de verduras no ar. Além de abastecer a cozinha da montadora, os produtos gerados na fazenda – alface baby, rúcula, espinafre, agrião, chicória, salsinha, hortelã, cebolinha, coentro, manjericão e sálvia – serão vendidos para os funcionários consumirem em casa e doados a entidades sociais. Nesta primeira fase, a capacidade de produção é de 2.680 quilos de hortaliças – ou 44 mil pés de verduras, ervas e temperos por mês. Uma segunda fase prevê o cultivo de legumes como tomate e berinjela.

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Procura-se

A Unikrn, uma das operadoras de apostas em e-sports mais antigas do mundo, está procurando um streamer de game – profissional que utiliza ferramentas de transmissões ao vivo para levar, em tempo real, entretenimento ao público – para ajudar a aumentar sua audiência em 2020. O selecionado terá um contrato de seis meses com a empresa e US$ 50 mil para jogar pela Unicorns of Love, organização profissional de esportes eletrônicos. Qualquer pessoa pode se inscrever até 30 de novembro.

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A renda que vem da floresta

Desde 2007, quando venceu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social na categoria Região Norte, o Encauchados de Vegetais da Amazônia vem proporcionando o desenvolvimento social, de forma sustentável, em comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e de assentados da reforma agrária. Trata-se de uma cadeia produtiva da borracha – não como matéria-prima, mas como produtos de mercado fabricados a partir do látex nativo orgânico – realizada totalmente na floresta, sem máquinas ou energia elétrica, gerando trabalho e renda. O material, misturado com fibras vegetais, transforma-se em toalhas de mesa, tapetes, bolsas, camisetas, estofamentos para móveis, biojoias e calçados, entre vários outros itens. Agora, o Poloprobio, responsável pela iniciativa, foi contemplado com um novo edital da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para promover a inclusão socioprodutiva das famílias de agricultores em situação de vulnerabilidade social. O investimento de quase R$ 1 milhão está sendo usado na aquisição de equipamentos para coleta do látex, máquinas de costura, moldes para artesanato e treinamentos. Cerca de 1.750 pessoas de 75 comunidades de 11 municípios paraenses serão beneficiadas.

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