Proprietária do Google investiga má conduta sexual de executivos

Reprodução/Forbes
Googleplex, sede da Alphabet Inc., em Mountain View, Califórnia

Resumo:

 

  • Em novembro passado, acionistas da Alphabet processaram a liderança da empresa, inclusive o conselho, em função da maneira como lidavam com as reclamações de má conduta sexual dos executivos em altos cargos;
  • O processo alegava que os membros do conselho desempenhavam um “papel ativo e direto” na aprovação de pacotes milionários de demissão para os executivos acusados;
  • Ontem (7), a CNBC informou que o conselho de administração abriu uma investigação sobre a atitude dos executivos quanto às alegações e formou um Comitê Especial de Litígios integrado por diretores independentes para ajudar nas investigações.

Já se passou quase um ano desde que os acionistas da Alphabet processaram a liderança da empresa, inclusive o conselho, devido à maneira como lidavam com reclamações de má conduta sexual contra executivos de altas posições. O processo, que foi aberto no Tribunal Superior da Califórnia, alegou que os membros do conselho desempenharam um “papel ativo e direto” na aprovação de pacotes milionários pagos no momento da saída desses executivos, em novembro do ano passado.

VEJA MAIS: Conselho da Alphabet é processado em caso de assédio sexual

Em agosto, Jennifer Blakely, ex-gerente sênior de contratos do departamento jurídico do Google, escreveu um artigo no “Medium” no qual detalhava um relacionamento de 2004 com o diretor jurídico da Alphabet, David Drummond, que resultou em um filho. No texto, ela alega que foi transferida do departamento jurídico para vendas.

Apesar de enfrentar o escrutínio público por todos esses eventos, a empresa permaneceu praticamente em silêncio nos últimos meses. Ontem (7), entretanto, a CNBC informou que o conselho de administração abriu uma investigação sobre como os executivos lidavam com as alegações de assédio sexual.

De acordo com a reportagem, o conselho da Alphabet formou um Comitê Especial de Litígios integrado por diretores independentes e contratou o escritório de advocacia Cravath, Swaine & Moore para ajudar nas investigações das alegações.

Aparentemente em um esforço para minimizar a notícia, a Alphabet divulgou uma única declaração de um porta-voz sem nome. “Como já foi confirmado em documentos judiciais públicos, no início de 2019, o conselho de administração da Alphabet formou uma comissão extraordinária para considerar reivindicações feitas pelos acionistas em vários processos relacionados às condutas anteriores no local de trabalho”.

Segundo a Reuters, o conselho planeja concluir sua investigação até o próximo mês. Por enquanto, ainda não está claro se o comitê ou o escritório de advocacia entrevistou algum dos executivos, vítimas ou testemunhas acusadas.

O código de conduta do Google, atualizado pela última vez em julho de 2018, diz: “Se você tiver alguma dúvida ou achar que um de seus colegas ‘Googlers’ ou a empresa como um todo pode estar aquém do nosso compromisso, não se cale. Nós queremos – e precisamos – ouvir você”.

Na sequência do processo, e enquanto a empresa continua a manter em sigilo seus planos e a negar os comentários, começou a surgir dúvidas se a organização está cumprindo sua própria promessa de uma política de portas abertas e se deveria ser mais transparente quanto às medidas que estão sendo tomadas para retificar sua cultura.

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