Ibovespa sobe, mas frigoríficos têm forte queda

Paulo Whitaker - Reuters
Ibovespa segue em alta, mas frigoríficos têm forte baixa

Os ganhos do Ibovespa perderam um pouco de força à tarde, mas o índice segue em alta hoje (22), após baixa acentuada na sessão de ontem. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones e S&P 500 também recuaram um pouco e, agora, têm altas moderadas.

Às 15h10, horário de Brasília, o Ibovespa subia 0,73% aos 117.875 pontos.

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Entre as maiores altas, Usiminas, que recebeu recomendação positiva de um banco de investimentos com a percepção de melhora no segmento de metalurgia e siderurgia. As ações USIM5 avançavam 11,94% a R$ 10,69. Na sequência, CSN (CSNA3) com alta de 5,93% a R$ 15,53.

As ações de exportadoras de alimentos para a China seguem em queda expressiva. Parte dos analistas atribui as baixas à concorrência com a China, que aumentou a produção interna de carne bovina e pressiona a baixa dos preços da carne brasileira.

“A gente está vendo o noticiário sobre a China renegociando as margens com os frigoríficos, além do Minerva com as estimativas revisadas pelo Goldman Sachs, que cortou o preço alvo da ação, mandando para venda”, explica Marcelo Heimerdinger, sócio da Ável Investimentos.

Fora da carteira do Ibovespa, as ações da Minerva (BEEF3) perdiam 6,44% a R$ 14,24.

Na lista de destaques de perdas do índice, Marfrig (MRFG3) com queda de 4,86% a R$ 11,75, JBSS3 com desvalorização de 2,43% a R$ 29,36 e BTG Pactual (BPAC11) com recuo de 1,40% a R$ 22,56.

De acordo com Anderson Luz, sócio diretor da Mont Capital, a procura pela carne brasileira pela China em novembro e dezembro, antes do ano novo lunar, não vai se repetir. Nesse período, os chineses se antecipam com as compras porque vão visitar as famílias e param de importar. “Os preços já estão se ajustando no atacado e, consequentemente, nas ações”, explica.

Já Rodrigo Franchini, sócio e responsável pelos produtos da Monte Bravo, atribui as perdas nas ações de frigoríficos ao coronavírus da China. “Qualquer empresa que tenha exportação para determinados países que tendem a sofrer mais, principalmente, na Ásia, é natural que o mercado a precifique com uma aversão maior ao risco e tire um pouco o pé de algumas posições”, afirma.

No mercado de câmbio, o dólar ampliou perdas em relação ao real e caía 0,61% a R$ 4,18. O euro caía 0,56% a R$ 4,64, às 15h09, horário de Brasília.

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Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócios com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT

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