Ibovespa tem queda, descolado do exterior

Amanda Perobelli - Reuters
Ibovespa segue em baixa, descolado dos índices nos EUA

O Índice Bovespa ampliou perdas durante a tarde de hoje (15), descolando-se dos índices nos Estados Unidos que embalaram alta após um início de pregão instáveis. Lá, os investidores acompanham o acordo comercial celebrado com a China que promete ser o início dos entendimentos para o fim da guerra comercial entre os dois países que dura 18 meses.

Outro motivo de otimismo foi a divulgação do indicador Empire State Manufacturing, que mede a atividade de negócios no estado de Nova York e serve como parâmetro para a situação de todo o país. Houve um aumento em janeiro a 4.8 após ter registrado 3.3 em dezembro.

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Ainda é aguardada a divulgação do Livro Bege, pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano, com informações sobre a economia.

Aqui no Brasil, as perdas refletem um pessimismo de investidores com o ritmo da recuperação da economia. Segundo Pedro Galdi, analista de investimentos da Mirae Asset Corretora, a cada novo indicador desanimador, o mercado “realiza lucros”, ou seja, vende ativos e ocorre este descolamento das bolsas do exterior. “A economia não está caminhando e o problema a ser resolvido é estrutural, com a necessidade de reformas, como a fiscal que todos estão aguardando”.

Galdi destaca as baixas nas ações de bancos e, como consequência, da B3 que estava entre as principais baixas do índice, com B3SA em desvalorização de 3,02% a R$ 12,39. Já o destaque de alta está com o frigorífico Marfrig (MRFG3) com ganhos de 4,14% a R$ 11,83 com a expectativa do mercado pela abertura de novas plantas desta e de outras empresas do setor na China.

Às 15h45, horário de Brasília, o Ibovespa perdia 1,19% aos 116.240 pontos. Mais cedo, o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgou dados do setor de varejo em novembro, com oferta (indústria, serviços e varejo) em alta de 0,6%, abaixo da expectativa do mercado que era de 1,2%. Já o varejo ampliado (que considera a venda de veículos e materiais de construção) recuou 0,5%, enquanto esperava-se alta de 0,4%.

No câmbio, as principais moedas estrangeiras têm alta em relação ao real. O dólar tinha valorização de 1,02% a R$ 4,17 e o euro subia 1,23% a R$ 4,65.

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Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócio com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT.

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