Vale a pena ter um plano de previdência?

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Veja quais opções de previdência são as melhores para você

Fazer um bom negócio com seu eu do futuro é certamente a forma mais inteligente de conquistar sua independência financeira. Não ser um peso na vida de quem você ama pode ser tão libertador quanto estimulante.

Não depender do governo, de mesada ou de herança e assumir o domínio de sua vida é o ponto chave para desenvolver habilidades pouco valorizadas pelos outros e até mesmo por você. Por isso, é importante pensar adiante.

A palavra previdência vem do latim “previdentia” que significa previsão ou prevenção. Neste caso, é uma antecipação de responsabilidade.

Lembre-se: seu dinheiro pode ser infiel. Ele trairá sua confiança em caso de maus tratos e vai correr para os braços de quem o valoriza. Já ouviu a frase clichê “uma mulher prevenida vale por duas”? Exatamente.

Ao considerar um plano de previdência em sua carteira de investimentos, afaste-se da influência de um gerente de banco. Essa estratégia preguiçosa é motivada pela culpa de não estar fazendo nada pelo seu futuro. Entretanto, é uma atitude que pode não ajudá-la a se tornar uma mulher independente.

Mas, se a previdência interessante não é aquela que contratamos nos caixas das grandes instituições financeiras, então, como escolher?

Existem dois tipos de previdência privada em modelo de contratação: os planos de PGBL e VGBL. O primeiro é para quem opta pelo modelo de declaração completa de imposto de renda, já que pode deduzir até 12% da renda bruta anual. Já o segundo é para quem opta pelo modelo de declaração simplificada ou não declara imposto. Se você for autônoma ou empreendedora, com certeza a segunda opção é para você. E, na dúvida, também contrate essa opção.

Só vale a pena contratar um plano de previdência se sua intenção for contribuir em longo prazo, ou seja, mais de 10 anos. Dentro dessas opções você pode ainda, de acordo com seu perfil de investidora, escolher um plano conservador, moderado ou agressivo. Os agressivos têm maior oscilação e investem seus recursos na economia real. Como a taxa de juros está em patamares historicamente baixos e seu horizonte é em longo prazo, por que não ousar um pouco mais?

Em longo prazo, investimentos na renda variável tendem ser bem melhores comparados aos em renda fixa se considerarmos a taxa básica de juros atual. Além disso, taxas de administração e taxas de carregamento cobradas pelos grandes bancos desperdiçam boa parte dos seus recursos. Boa parte mesmo.

Minha dica é que você procure uma corretora de valores. A maioria não cobra taxa de carregamento e pede menos de 1% a.a. para administrar seus recursos. Sempre com a mesma segurança dos bancos.

Lembre-se de que previdência não significa necessariamente contratar um plano. Você pode também fazer uma carteira de investimentos diversificada com aportes frequentes e coerentes com seus objetivos de vida.

Não deixe que os outros decidam por você, nada de mau acontece com as mulheres que resolvem cuidar do seu dinheiro.

Francine Mendes é educadora financeira para mulheres, economista pela Universidade Federal de Santa Catarina, com mestrado em psicanálise do consumo pela Universidade Kennedy. Apresentadora do canal Mary Poupe, no YouTube, e comunicadora na RiCTV Record.

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