Bolsas mundiais caem com avanço do coronavírus

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Investidores em todo o mundo preocupados com os efeitos do coronavírus nas finanças corporativas

O avanço do coronavírus assusta o mundo e, hoje (21), reforça o clima de aversão ao risco nos mercados. Os casos de mortes fora da China aumentam: dois no Japão e outros dois na Coreia do Sul. A organização Mundial da Saúde alertou que o número total de infectados em outros países, atualmente perto de mil, pode “não continuar pequeno por muito tempo”.

Segundo o analista de mercado financeiro da Oanda na Europa, empresa de corretagem forex online, Craig Erlam, a exposição ao mercado local, às exportações, à cadeia de fornecedores ou a todos os itens fará muitas empresas serem impactadas negativamente pelo coronavírus e o mercado deve ter, a partir de agora, uma ideia melhor de quanto.

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“Seus nervos podem ser testados nas próximas semanas, porém, com muito mais empresas seguindo a Apple, Adidas e outras, reduzindo as expectativas de ganhos bem antes do final do trimestre”, afirma Erlam.

A consequência nos mercados acionários é a queda generalizada com índices na Ásia no negativo, exceto na China.

O Nikkei fechou com recuo de 0,39% aos 23.386 pontos, Hang Seng (Hong Kong) caiu 1,09% aos 27.308 pontos, Kospi (Coreia) perdeu 1,49% aos 2.162 pontos.

Na China, o Shanghai Composite fechou com alta de 0,31% aos 3.039 pontos e o Shenzhen subiu 1,05% aos 11.629 pontos.

Na Europa, os índices seguem com baixas moderadas.

Nos Estados Unidos, o mercado futuro também reflete o pessimismo do mundo nos índices antes da abertura dos negócios à vista nas bolsas.

Aqui no Brasil, os investidores vão “digerir” os resultados de balanços divulgados ontem à noite, após o encerramento dos negócios na bolsa.

O destaque é para a mineradora Vale, que reportou prejuízo líquido de R$ 1,562 bilhão no quarto trimestre de 2019, revertendo um lucro líquido de US$ 3,786 bilhões obtido no mesmo período do ano anterior.

No balanço, a companhia divulgou também um relatório do Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário, formado para investigar o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, que causou a morte de, ao menos, 259 pessoas.

De acordo com a investigação, pelo menos desde 2003, a Vale tinha informações que indicavam as condições frágeis da barragem. Ainda segundo o relatório, as medidas de segurança adotadas foram “limitadas e malsucedidas” e a companhia sabia que os impactos seriam significativos no caso de um rompimento.

As ações da Vale registraram perdas ao longo do pregão de ontem e devem ser monitoradas por investidores em todo o mundo também nos negócios de hoje.

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Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócios com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT

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