Nubank lança fundo de R$ 20 milhões para apoiar clientes durante crise da Covid-19

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David Vélez, fundador do Nubank

Nubank lança fundo de R$ 20 milhões para apoiar clientes durante crise da Covid-19

O Nubank lançou um fundo de R$ 20 milhões para dar suporte a seus clientes durante a crise do coronavírus. A fintech vai trazer uma gama de serviços que incluem atendimento médico e psicológico remoto via vídeo, além de entrega, em parceria com empresas como Hospital Sírio-Libanês, iFood , Rappi, Zee.Dog e Zenklub.

Os serviços serão bancados com verba proveniente da reduções de custos e de marketing. As demandas serão tratadas pelo time de atendimento do Nubank, cuja equipe está sendo treinada para apoiar os clientes durante a pandemia em paralelo às solicitações usuais da base.

Além disso, a fintech também está avaliando como pode flexibilizar casos relativos a empréstimo pessoal, que a empresa começou a conceder há um ano, bem como o pagamento da fatura. O cartão de crédito roxo da empresa é usado por mais de 12 milhões de pessoas e mais de 17 milhões usam a conta digital.

“Vamos além do dinheiro. Doaremos o que temos de mais precioso: nosso tempo e energia para ouvir as pessoas e ajudá-las dentro do que for possível, para além da vida financeira. Esse é o nosso DNA”, afirma David Vélez, CEO e fundador do Nubank.

O pacote de medidas, chamado de “Pessoas Primeiro”, segue um período de silêncio do banco digital, que estava sob pressão da sociedade para divulgar suas medidas de apoio durante a pandemia e mostrar que, de fato, prioriza seus clientes.

Vélez prevê que a fintech deverá atender as necessidades urgentes relacionadas à pandemia de “dezenas de milhares de pessoas” até o final de abril. Até lá, as autoridades preveem que o sistema de saúde brasileiro entrará em colapso.

Sob a parceria, o Sírio-Libanês disponibilizou gratuitamente 1 mil atendimentos em sua plataforma de teleorientação médica para os clientes da fintech. O Zee.Dog, através de seu aplicativo de produtos de pet shop Zee.Now, dará 20% de desconto para clientes da fintech na primeira compra pelo app.

Segundo o Nubank, mais atendimentos médicos e itens para os pets serão custeados, e outros parceiros devem entrar na base de apoiadores.

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Marco Barbosa, Telma Figueiredo e Rui Ramos, da eSolidar, em Paraisópolis

Força-tarefa vai ajudar favelas brasileiras a combaterem o coronavírus

A eSolidar, plataforma de impacto social que oferece às instituições de caridade ferramentas para atrair recursos e aumentar a visibilidade, se juntou ao G10 Favelas e ao Canal Transformadores para ajudar diversas favelas brasileiras. A startup portuguesa abriu vaquinhas online para captar recursos para comunidades como Heliópolis e Paraisópolis, as duas maiores de São Paulo, e Rocinha, no Rio de Janeiro.

Devido à superlotação e à falta de condições para seguir recomendações, como trabalhar de casa, os moradores das favelas estarão entre as principais vítimas da Covid-19 no Brasil. “Por isso, é tão urgente unir forças para ajudar essas comunidades. Nós não vamos cobrar taxa de ninguém que precise usar as ferramentas leilão e crowdfunding da nossa plataforma, nos próximos 30 dias. E também disponibilizaremos o uso da ferramenta Business para que as empresas possam fazer campanhas internas e engajar os funcionários à distância para ajudar a comunidade”, destaca Rui Ramos, cofundador e CEO da empresa.

LEIA TAMBÉM: Fundo para empreendedores de impacto será lançado na comunidade de Paraisópolis

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Fundador de unicórnio defende provisão de internet móvel gratuita

O empreendedor Ariel Lambrecht, cofundador das startups 99, Yellow e Bro, entre outras, defende um movimento para liberar internet básica para toda a população durante a crise do coronavírus. Em um post no LinkedIn, o empreendedor alega que ao menos acesso a aplicativos como WhatsApp e Facebook, utilizados pela grande maioria da população, é necessário nesse momento.

“Temos muitos problemas de infraestrutura básica nas periferias e comunidades, mas falta de acesso à informação e comunicação não pode ser um deles”, disse Lambrecht. “É simples de resolver!”

Gigantes de telecomunicações no Brasil anunciaram na sexta-feira (20) que estão trabalhando de forma conjunta e coordenada para atender a população brasileira neste momento de isolamento social. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), a Algar Telecom, Claro, Nextel, Sercomtel, Oi, TIM e Vivo atuam para garantir conectividade, acesso em tempo real às informações dos órgãos oficiais e apoiar o trabalho e lazer online no confinamento, com programação de TV, streaming, músicas e games.

Quando o assunto é provisão de serviços essenciais, não foi feita menção a possibilidade de provisão de forma gratuita, mesmo para a população carente. O sindicato representando as empresas só mencionou a “atenção e cuidado redobrado” em garantir a prestação de serviço de internet e plantão permanente de equipes que trabalham na provisão e manutenção da infraestrutura, de forma segura.

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Robô enfermeiro cuida de pacientes com Covid-19

A brasileira Alabia desenvolveu uma tecnologia, com o uso de robô e inteligência artificial, que pode ajudar na prevenção à contaminação do novo coronavírus. A solução, parecida com a que foi adotada nos hospitais da China durante a pandemia, inclusive em Wuhan , faz com que os robôs interajam com pacientes suspeitos ou confirmados, ajudando no tratamento hospitalar, entrega de remédios, alimentos e o que mais for necessário, minimizando o contato entre esses pacientes e os profissionais de saúde.

Programados também para oferecer conforto aos enfermos, os robôs contam com uma interface amigável e humanizada. “Nós sabemos que o contato humano é importante, mas como ele não é indicado neste momento, deixamos o robô com as características mais humanas possíveis. A voz dele é agradável, ele é cauteloso, transmite informações e se preocupa com o paciente”, diz Paulo Teixeira, CEO da Alabia.

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Hiper faz ponte digital para pequenos varejistas na crise

Para ajudar micro e pequenos empreendedores que não dispõem de uma plataforma online para vender seus produtos durante o atual fechamento de vários segmentos do varejo, uma startup se dispôs a fazer uma ponte de forma gratuita.

A Hiper, startup de Brusque (SC) adquirida pela Linx em 2019, disponibilizou sua integração com o Mercado Livre para os mais de 17 mil lojistas que utilizam sua solução de gestão e vendas. O público da Hiper é o pequeno varejista, com faturamento médio de R$ 30 mil. A ideia da startup é que se esses negócios puderem vender entre R$ 5 mil e R$ 10 mil online com a integração, será uma grande ajuda durante o período de quarentena. A integração com o Mercado Livre será fornecida por um período de 90 dias, contados a partir de ontem (23).

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MAIS

– O aplicativo de serviços GetNinjas enviou ao governo federal um plano de ajuda financeira direta para os mais de 1,5 milhão de profissionais de todo o país cadastrados na plataforma. Como parte da estratégia, o app anunciou que está pronto para usar sua infraestrutura nacional para ajudar o poder executivo a distribuir auxílio financeiro a centenas de milhares de profissionais e empresas de serviços do Brasil. Na semana passada, a empresa publicou um relatório que ilustra o impacto da crise do coronavírus para o mercado informal: até 18 de março, os pedidos por serviços no GetNinjas, que gerou R$ 1,2 bilhão de renda para os profissionais de sua plataforma nos últimos 12 meses, caíram 23,8%, com reflexo em praticamente todos os tipos de segmentos de serviços oferecidos. Os mais afetados foram os de eventos, saúde, moda e beleza;

– O SAS anunciou que vai liberar por 30 dias a sua plataforma de cursos em ambiente online. O objetivo é capacitar pessoas e profissionais interessados no uso de técnicas e ferramentas de análise de dados. Mais de 100 cursos, todos em inglês, estarão disponíveis sob demanda. São conteúdos sobre data science, curadoria de dados, advanced analytics, inteligência artificial, machine learning, deep learning e gestão de fraudes, além de diversos cursos voltados para as plataformas SAS, como Viya, Visual Analytics, Dashboarding etc;

– A PegMed, plataforma de logística reversa para doação de medicamentos, está liberando o acesso gratuito a todas as indústrias farmacêuticas. Normalmente, essas empresas pagam uma taxa para disponibilizar remédios que não podem mais ser comercializados – com menos de um ano até o vencimento – e que seriam incinerados. O objetivo é que, neste momento de crise, um volume maior de medicamentos seja disponibilizado, de maneira mais rápida e eficiente. Bastar acessar app.pegmed.com.br para cadastrar os medicamentos. Instituições filantrópicas, governos, SUS, ONGs e santas-casas podem, por meio do mesmo endereço, fazer seus cadastros para receberem as doações;

– A esperança de cura do coronavírus mobilizou mais de 1 milhão de menções no Twitter em 12 dias. Segundo um levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP), as menções se referem à possíveis drogas, vacinas e receitas contra a Covid-19. O debate é marcado por picos acentuados, que, segundo o estudo, refletem a angústia pela descoberta de um medicamento eficaz. O primeiro dos três picos que ocorreram no mês foi no dia 12, com a notícia de que médicos cubanos teriam desenvolvido uma vacina para o coronavírus. Em seguida, entre os dias 17 e 18, após uma declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS) que desaconselhou o uso de ibuprofeno e uma onda de desinformação sobre soluções caseiras contra a doença. Segundo a pesquisa, as falas dos presidentes Trump e Bolsonaro impulsionaram um terceiro pico no Twitter, quando fizeram menções à cloroquina e à hidroxicloroquina, medicamentos que tem faltado nas prateleiras das farmácias brasileiras para atender pacientes em tratamento para outras condições de saúde;

– A SVG Ventures-THRIVE, ecossistema de inovação agroalimentar, incluiu a agtech brasileira Solinftec em seu ranking anual de 50 empresas globais em fase de crescimento com atuação destacada em agtech e foodtech. As escolhidas são selecionadas após um processo que dura meses e precisam ter uma oferta comercial além de, no mínimo, um financiamento série A. A Solinftec seria uma das empresas a participar de um evento presencial da SVG Ventures, que estava programado para amanhã (25) em Santa Clara, na Califórnia. Um evento online, que tratará de tendências no setor, será realizado na mesma data.

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