Bilionário por trás do filme “Contágio” doa US$ 100 milhões à fundação para combater o coronavírus

Reprodução/Forbes
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O filantropo Jeff Skoll tem um patrimônio líquido estimado em US$ 5,1 pela Forbes

No final da semana passada, a Skoll Foundation, instituição que reúne inovadores focados na solução dos problemas sociais do mundo anunciou que Jeff Skoll, um bilionário e antigo executivo do eBay, fez uma doação de US$ 100 milhões à fundação com o objetivo específico de combater a pandemia do coronavírus. O valor permitirá à organização sem fins lucrativos quadruplicar seus fundos de caridade em 2020 para US$ 200 milhões, segundo a entidade.

“Jeff está nos dando combustível, visão e inspiração para correr uma corrida e uma maratona à medida que damos nosso melhor para fazer a diferença onde podemos”, disse Don Gips, CEO da Skoll Foundation.

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A instituição diz que utilizará os recursos em duas áreas principais: ferramentas, testes e rastreamento de contato a fim de retardar a disseminação da Covid-19, equipamentos respiratórios e outros dispositivos médicos para países de baixa e média renda.

Jeff Skoll, cujo patrimônio líquido é estimado pela Forbes em US$ 5,1 bilhões, têm se preocupado com pandemias há muito tempo. Ele fundou e é dono da produtora de filmes Participant Media, que coproduziu o longa “Contágio”, de 2011, o qual traz uma visão assustadoramente presciente de como uma pandemia poderia se espalhar globalmente. Ele também investiu US$ 100 milhões, a partir de 2008, para apoiar o Skoll Global Threats Fund (Fundo Global de Ameaças Skoll), que explorou soluções para alguns dos problemas mais difíceis que nossa civilização enfrenta, como guerra nuclear e epidemias globais. O fundo parou as operações no final de 2017.

A Skoll Foundation e o Skoll Fund, uma organização de apoio associada à Silicon Valley Community Foundation (Fundação da Comunidade do Vale do Silício), atualmente possuem conjuntamente ativos de US$ 1,2 bilhão, de acordo com um porta-voz da fundação.

A Skoll Foundation financia as respostas contra o coronavírus desde janeiro, de modo a conceder subsídios a grupos como a Partners in Health (Parceiros na Saúde) e a African Epidemiology Network (Rede Africana de Epidemiologia), além da Mirimus, uma empresa de biotecnologia ativa na edição de genomas que trabalha em testes de anticorpos na cidade de Nova York. A instituição também informa que está fornecendo uma quantia não revelada de financiamento de emergência a seus donatários, os quais mais precisam de apoio para dinamizar seus modelos de negócios.

“Acredito que estou em uma posição privilegiada –dado o escopo de minhas várias organizações em todo o campo da pandemia, o espaço sem fins lucrativos, o mundo da mídia e o lado do investimento”, disse Skoll em um podcast recente com o bilionário Mike Milken.

A Fundação Skoll tem sido financiadora de longa data de empreendedores sociais, ou seja, indivíduos que apresentam soluções inovadoras para problemas prementes. A cada ano (exceto este, por causa da pandemia), a entidade realiza um fórum mundial na Universidade de Oxford, na Inglaterra, que reúne agentes de impacto social, financiadores e outros representantes do mundo sem fins lucrativos em uma reunião semelhante ao Fórum Econômico Mundial de Davos para o terceiro setor, em que se há uma série de discussões provocativas.

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