Dólar bate R$ 5,30 e caminha para 7ª semana de alta

3 de abril de 2020
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Às 10:24, a moeda norte-americana avançava 0,54%, a R$ 5,2947 na venda

O dólar superou R$ 5,30 na manhã de hoje, caminhando para fechar sua sétima semana consecutiva de ganhos em meio à cautela generalizada após os casos de coronavírus no mundo superarem 1 milhão, com dados sobre o emprego nos Estados Unidos destacando o impacto econômico da pandemia.

Às 10:24, a moeda norte-americana avançava 0,54%, a R$ 5,2947 na venda. No pico do pregão, o dólar spot bateu R$ 5,3010, nova máxima histórica intradia. O dólar futuro de maior liquidez subia 0,72%, a R$ 5,305.

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Os casos globais de coronavírus ultrapassaram 1 milhão ontem (2), com mais de 52 mil mortes, uma vez que a pandemia explodiu nos Estados Unidos e o número de mortos avançou na Espanha e na Itália, de acordo com dados da Reuters.

O impacto econômico de tamanha disseminação continuava assustando os mercados, principalmente após dados norte-americanos praticamente confirmarem uma recessão na maior potência do mundo.

Hoje, o Departamento do Trabalho dos EUA disse que os empregadores do país cortaram 701 mil empregos no mês passado, depois de criarem 275 mil postos de trabalho em fevereiro. A taxa de desemprego disparou de 3,5% para 4,4%.

“Os Estados Unidos cortaram 701 mil empregos em março, evidenciando os primeiros efeitos do coronavírus no mercado de trabalho americano(…) Aqui, o reflexo foi imediato com o dólar comercial subindo fortemente”, explicou em nota Jefferson Rugik, da Correparti Corretora.

“O coronavírus segue assolando o globo, e, dentre os países afetados, neste momento os EUA são o que está em evidência, acrescentou Ricardo Gomes da Silva Filho, também da Correparti.

O pessimismo era visível nos mercados internacionais, com o dólar ganhando até mais de 1% contra lira turca, peso mexicano, rand sul-africano e dólar australiano, moedas arriscadas pares do real.

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Entre analistas, não há expectativa de melhora do cenário tão cedo, o que pode continuar pressionando divisas emergentes, como o real.

Em nota, a Infinity Asset disse que “o problema continua a ser a ausência de um espectro temporal, pois a restrição à demanda pela paralisação se une ao temor pela perda de emprego e renda, os quais se convertem em adicionais restrições à demanda, piorando a atividade econômica como um todo”.

“O quanto mais avançar tal cenário, mais se aprofundará a recessão e mais difícil será sua saída. Tal discussão só conseguirá ganhar corpo nas próximas semanas, com a possível redução do pico de casos nos EUA e Europa.”

Só em 2020, o dólar já acumula alta de mais de 30% contra a moeda brasileira. Apesar de a crise de saúde ser fator importante para essa valorização, analistas apontam a falta de fluxo estrangeiro nos mercados brasileiros como uma pressão adicional sobre o real.

O atual patamar da Selic, em mínima histórica de 3,75%, colabora para a redução do investimento vindo do exterior, uma vez que reduz rendimentos atrelados à taxa básica de juros, tornando alguns ativos brasileiros menos atraentes.

O dólar interbancário teve variação positiva de 0,09% ontem, a R$ 5,2661 reais. Durante os negócios, foi à máxima de R$ 5,2860.

Nesta sessão, o Banco Central realizará leilão de até 10 mil swaps cambiais tradicionais com vencimento em outubro de 2020 e janeiro de 2021, para rolagem de contratos já existentes.

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