Eduardo Lyra, da Gerando Falcões, explica como continuar ajudando ao próximo mesmo em tempos de crise

Empreendedor conversou com o publisher da Forbes Brasil, Antonio Camarotti, sobre seu projeto e a crise atual.

Mariana Labbate
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Divulgação O CEO da Gerando Falcões enxerga a atual crise com otimismo

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O CEO e fundador da organização Gerando Falcões Eduardo Lyra conversou ao vivo com Antonio Camarotti, publisher e CEO da Forbes Brasil, em uma live no Instagram, reproduzida no canal do YouTube da revista. Gerando Falcões é um projeto que promove crianças e adolescentes socialmente por meio de esporte e cultura e também ajuda jovens adultos a entrarem no mercado, e foi sobre isso que Lyra falou na entrevista: como continuar ajudando o próximo mesmo em tempos de crise.

Lyra começou explicando que a atual crise não o assusta: “A favela onde eu morava não tinha um mínimo de infraestrutura para se viver, eu fui forjado nesse contexto de muita luta e muita crise, por isso eu não tenho medo desta crise, eu nasci no meio da crise”. O CEO explicou o segredo de seu sucesso foi a motivação e persistência. Mesmo em condições adversas, ele ouvia sua mãe dizendo que “o que importa não é de onde você veio, mas sim para onde você vai”, e assim ele persistiu. Hoje, a Gerando Falcões já tem sete anos de vida, mais de 80 colaboradores e ajuda a cerca de 50.000 pessoas por ano.

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Muita da sua motivação vinha do desejo de mudança. Lyra contou que olhava ao seu redor e pensava “esse não é o mundo que eu quero”, e percebeu que podia ser a solução. Depois de muita persistência, hoje a Gerando Falcões já gera mais de 200 empregos e está presente em mais de 60 favelas do Brasil.

A entidade usa tecnologia para impulsionar a organização. Lyra explicou que esse diferencial é fundamental na hora de conhecer novos colaboradores e formar parcerias. “Você não vai encontrar qualquer coisa só porque [a gente] está na favela, eu sou um CEO”. Esse grande investimento em tecnologia mostra que os objetivos são de longo prazo, e que o projeto está construindo algo concreto.

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Com essa determinação e seriedade, a organização conseguiu atrair grandes nomes como colaboradores, como a XP Inc. e a Microsoft. O CEO explicou que as pessoas envolvidas no seu trabalho são essenciais para o bom funcionamento da organização, principalmente em tempos de crise.

Para combater a situação atual, a Gerando Falcões criou o projeto “Coronavírus no paredão, fome não”, que recebe a ajuda de grandes empresas. A crise chegou rapidamente e sem aviso prévio, e Lyra contou um pouco sobre como sua organização se preparou em tão pouco tempo. “A gente fez uma leitura de quais grupos de risco seriam afetados, principalmente o risco social.” Ele explicou que a grande maioria dos trabalhadores nas favelas são autônomos, por isso essa população foi tão brutalmente afetada.

Daí veio o projeto, que doa cestas básicas para comunidades em uma campanha totalmente digital. A Gerando Falcões conseguiu 10 mil doadores, e mais de R$ 10 milhões. Os líderes de cada comunidade utilizam um app gerado pela própria fundação para fazer o pedido das cestas, que vêm no formato de um cartão que funciona como um ticket. O objetivo é que as famílias usem esse dinheiro nos mercados locais, e assim façam a economia de sua comunidade girar.

No vídeo abaixo, assista à entrevista de Eduardo Lyra com Antonio Camarotti na íntegra na Forbes Live. Para mais conversas ao vivo como essa, acesse o canal no Youtube da Forbes Brasil.

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