Fundo apoiado por Bill Gates para tratamento da Covid-19 anuncia novos parceiros

Reprodução Forbes
Fundação Gates divulgou três parceiros adicionais

Há três semanas, a Fundação Bill & Melinda Gates, a Wellcome Trust e a Mastercard anunciaram o lançamento do Covid-19 Therapeutics Accelerator, um fundo de US$ 125 milhões para combater a pandemia de coronavírus. Ontem (03), a Fundação Gates divulgou três parceiros adicionais: o governo do Reino Unido, a Chan Zuckerberg Initiative e a cantora Madonna.

A Gates Foundation não divulgou o tamanho das doações ou o nível de envolvimento dos novos parceiros no projeto.

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O fundo começou examinando como os medicamentos existentes podem ajudar a tratar a Covid-19 e tem dois ensaios em andamento: um para cloroquina e outro para hidroxicloroquina. O projeto está analisando especificamente como esses medicamentos se comportam na profilaxia — se os dois medicamentos impedem que as pessoas expostas ao vírus fiquem doentes.O que é diferente do teste da Organização Mundial da Saúde, que analisa especificamente a cloroquina para ver se ela pode ajudar a reduzir a duração dos sintomas para aqueles diagnosticados com Covid-19.

O grupo Accelerator está testando a hipótese — parcialmente baseada em dados existentes — de que a hidroxicloroquina pode ser uma boa candidata na prevenção da Covid-19. “Na verdade, ela bloqueia a entrada do vírus na célula”, escreveu Trevor Mundel, presidente da Fundação Bill & Melinda Gates, em uma sessão de perguntas e respostas. “Se você tiver o medicamento em seu sistema e for exposto, ela não permitirá que o vírus entre nas células e evitará o surgimento da doença. É isso que os testes visam mostrar ”, escreveu Mundel.

A Fundação Gates afirmou que o fundo também buscará outros medicamentos e não espera encontrar imediatamente o remédio que pode curar a Covid-19. Mundel comparou o possível tratamento aos do HIV ou tuberculose, que normalmente são tratados com uma mistura de substâncias. “É por isso que o Accelerator procura identificar uma lista restrita de cerca de 50 a 100 medicamentos aprovados pela FDA (Food and Drug Administration) e depois reduzi-los a alguns que poderiam ser escalados”, escreveu Mundel. “É provável que primeiro seja necessário o uso individual desses medicamento e depois, é claro, combinações deles”.

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