Estudo sobre mutação genética mostra que novo coronavírus se espalhou no final de 2019

Pesquisadores disseram que o vírus pode estar evoluindo à medida que se dissemina nas pessoas.

Redação
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Arnd Wiegmann/Reuters
Arnd Wiegmann/Reuters

O estudo não conseguiu confirmar o ponto ou localização com exatidão do início da pandemia

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Uma análise genética de amostras de mais de 7.500 pessoas infectadas com a Covid-19 leva a crer que o novo coronavírus se espalhou rapidamente ao redor do mundo no final do ano passado e que está se adaptando a seus hospedeiros humanos, disseram cientistas hoje (6).

Um estudo de cientistas do Instituto de Genética da University College de Londres (UCL) descobriu quase 200 mutações genéticas recorrentes do novo coronavírus SARS-CoV-2 que os pesquisadores disseram que ele pode estar evoluindo à medida que se dissemina nas pessoas.

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François Balloux, professor da UCL que coliderou a pesquisa, disse que os resultados apontaram que uma grande proporção da diversidade genética global do SARS-CoV-2 é encontrada em todos os países mais atingidos. Isso sugere que o vírus já estava sendo transmitido amplamente ao redor do globo desde o início da epidemia.

“Todos os vírus mutam naturalmente. As mutações em si mesmas não são uma coisa ruim, e não há nada que indique que o SARS-CoV-2 esteja mudando mais rápido ou mais devagar do que o esperado”, disse Balloux. “Por enquanto, não podemos dizer se o SARS-CoV-2 está se tornando mais ou menos letal e contagioso.”

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Mais de 3,68 milhões de pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo e 256 mil morreram, de acordo com uma contagem da Reuters. Infecções foram relatadas em mais de 210 países e territórios desde que os primeiros casos foram identificados na China em dezembro de 2019.

As conclusões da equipe da UCL, publicadas hoje no periódico científico “Infection, Genetics and Evolution”, confirma que o vírus surgiu no final de 2019, disse Balloux, e depois se espalhou rapidamente pelo planeta.

O estudo não conseguiu confirmar o ponto ou localização com exatidão.

A equipe de Balloux estudou os genomas de mais de 7.500 vírus de pacientes contaminados de todo o mundo. Seus resultados se somam a indícios crescentes de que os vírus SARS-CoV-2 compartilham um ancestral a partir do final de 2019, o que leva a crer que foi quando o vírus passou de um hospedeiro animal para humanos.

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Isto significa que é muito improvável que o vírus causador da Covid-19 estava circulando entre humanos muito antes de ser detectado pela primeira vez, explicou Balloux.

Um estudo de cientistas franceses publicado no começo desta semana revelou que um francês com Covid-19 pode ter sido infectado ainda em 27 de dezembro, um mês antes de o país confirmar seus primeiros casos. (Com Reuters)

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