Uso de hidroxicloroquina no tratamento para Covid-19 eleva risco de morte, aponta estudo

A pesquisa monitorou 96 mil pacientes hospitalizados com a doença.

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Estudo mostrou que as pessoas tratadas com o medicamento apresentavam maior risco de morte quando comparadas àquelas que não receberam o medicamento

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A hidroxicloroquina, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz estar tomando e que também é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro no tratamento da Covid-19, está ligada ao aumento do risco de morte em pacientes com a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, de acordo com um estudo publicado na revista médica The Lancet.

O estudo, que monitorou mais de 96 mil pacientes hospitalizados com Covid-19, mostrou que as pessoas tratadas com o medicamento, ou com cloroquina, apresentavam maior risco de morte quando comparadas àquelas que não receberam o medicamento.

VEJA TAMBÉM: Ministério da Saúde libera cloroquina para casos leves de Covid-19

A demanda por hidroxicloroquina, um medicamento contra a malária aprovado décadas atrás, aumentou depois que Trump divulgou seu uso como tratamento de coronavírus no início de abril. No início desta semana, ele surpreendeu o mundo ao admitir que estava tomando o comprimido como medicamento preventivo.

Também nesta semana, o Ministério da Saúde atendeu a um desejo pessoal de Bolsonaro e divulgou documento em que trata do uso da cloroquina nos estágios iniciais da Covid-19, embora a própria orientação da pasta reconheça que não existe comprovação científica de sua eficácia no tratamento da doença.

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Os autores do estudo sugeriram que esses esquemas de tratamento não devem ser usados ​​para tratar a Covid-19 fora dos ensaios clínicos até que os resultados deles estejam disponíveis para confirmar a segurança e a eficácia para pacientes com a infecção.

Os pesquisadores disseram que não puderam confirmar se tomar o medicamento resultou em algum benefício para pacientes infectados pelo coronavírus.

Semanas atrás, Trump havia promovido o medicamento como um tratamento potencial com base em um relatório positivo sobre seu uso contra o vírus, mas estudos subsequentes descobriram ser ineficaz. A Food and Drug Administration, agência federal vinculada ao Departamento de Saúde e Serviços dos EUA, emitiu em abril um alerta sobre o uso da pílula.

O estudo publicado na The Lancet analisou dados de 671 hospitais, nos quais 14.888 pacientes receberam hidroxicloroquina ou cloroquina, com ou sem o antibiótico macrolídeo, e 81.144 pacientes não passaram por nenhum dos tratamentos. (Com Reuters)

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