Warren Buffett discursa sobre crise com otimismo: “Nunca aposte contra os EUA”

GettyImages/ Daniel Zuchnik
GettyImages/ Daniel Zuchnik

O bilionário apontou histórico norte-americano de superação de outras crises

Ontem (2), o investidor bilionário Warren Buffett, falando na primeira reunião virtual de acionistas da história da Berkshire Hathaway, disse estar otimista de que a economia dos EUA possa se recuperar e superar o coronavírus.

Buffett admitiu que “nunca enfrentamos nada que se assemelhe a esse problema” antes, mas disse que os Estados Unidos “enfrentaram problemas mais difíceis” e os superaram no passado.

LEIA MAIS: Berkshire, de Buffett, registra perda de quase US$ 50 bi com baque do coronavírus

“Eu continuo convencido que nada pode parar a América”, disse ele. “O milagre americano, a magia americana sempre prevaleceu e o fará novamente.”

Buffett reconheceu que o vírus “ainda é difícil de avaliar” e “estamos aprendendo à medida que avançamos”. Para o bilionário, o fato de a doença “não ser tão letal quanto poderia ter sido” é um alívio.

Embora esteja otimista sobre o futuro econômico dos EUA, Buffett disse que as consequências do coronavírus ainda não são claras, e são difíceis de comparar com as crises passadas: “Em 2008-2009, nosso trem econômico saiu dos trilhos”, descreveu. “Desta vez, nós apenas tiramos o trem dos trilhos e o colocamos de lado.”

O “Oráculo de Omaha” (apelido dado ao investidor e filantropo norte-americano) mostrou sua visão geral para demonstrar seu otimismo em relação à economia: os Estados Unidos hoje são “um país incrivelmente mais rico do que em 1789”.

Ele calculou que o patrimônio líquido dos Estados Unidos em 1789 totalizava cerca de US$ 1 bilhão, enquanto a riqueza do país hoje é bem superior a US$ 100 trilhões: “Isso é impressionante”, disse ele.

“No final, a resposta é: nunca aposte contra os Estados Unidos”, disse Buffett.

LEIA TAMBÉM: Under 30 2019: Os 90 destaques brasileiros

O conglomerado de investimentos de Buffett, Berkshire Hathaway, perdeu US$ 49,75 bilhões no primeiro trimestre. A empresa reportou uma perda líquida maciça de quase US$ 50 bilhões, com a liquidação do mercado causada por coronavírus afetando significativamente as ações da empresa.

A atividade econômica dos EUA caiu durante o primeiro trimestre, com o PIB se contraindo em 4,8%, a maior recessão desde a crise financeira de 2008. O índice de referência S&P 500 havia caído mais de 30% no final de março, antes de recuperar algumas dessas perdas em abril: agora caiu 13% em 2020. Além disso, com a temporada de ganhos corporativos iniciada, muitas empresas também estão divulgando os danos causados pelo vírus. Mesmo algumas das maiores empresas do mundo, como Apple e Amazon, sentiram o impacto.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).