Japão planeja levar câmeras 8K para o espaço

Cokada/Getty Images
Cokada/Getty Images

As câmeras irão para Marte em 2024 como parte da missão Martian Moons eXploration da Jaxa

O Japão vai a Marte –e vai levar uma câmera de vídeo incrivelmente potente com ele. A joint venture entre a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa) e a emissora estatal do Japão NHK –que foi pioneira em tecnologia e transmissão de TV HD e Ultra HD– vai desenvolver uma câmera “Super Hi-Vision”, capaz de filmar imagens 4K e 8K para a Jaxa levar para Marte.

A agência espacial japonesa tem história no setor. A sonda lunar da empresa, Kaguya (ou Selene), em 2008, produziu o primeiro vídeo de alta definição já visto da Lua. Além disso, a companhia ajudou a produzir filmagens em 4K da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

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Sua nova câmera irá para Marte em 2024 como parte da missão Martian Moons eXploration da Jaxa. Será a primeira vez que imagens de 8K de Marte e de seus satélites serão registradas.

A missão é pesquisar as duas luas do planeta vermelho, Fobos e Deimos. O objetivo é descobrir sobre a origem desses satélites e o processo evolutivo do sistema marciano. Além disso, a missão também será de “retorno de amostra”, em que a nave espacial da Jaxa irá explorar ambas as luas e coletar uma amostra da areia de Fobos para trazer de volta à Terra.

Câmera “Super Hi-Vision”

Criada no Japão pela NHK, a tecnologia “Super Hi-Vision” é o nome de um sistema de utilizado em cinema de 4K ou 8K que, no Broadcasting Center da NHK, em Tóquio, busca recriar a capacidade da visão humana usando uma tela de 10 por 5,5 metros.

Com dimensões de 3840 x 2168 pixels, a definição 8K também tem sido chamada de “hiper-realismo” e “realidade perfeita” nos aparelhos de televisão. Ela cria uma imagem de 33 megapixels que supera uma TV 4K.

Registros de Marte e seus satélites

Será feita uma recriação da missão a partir da combinação dos dados de voo reais da espaçonave MMX e as imagens tiradas pela câmera “Super Hi-Vision”.

Os registros feitos em intervalos fixos serão parcialmente transmitidos para a Terra para criar uma imagem uniforme, enquanto os dados da imagem original foram planejados para serem armazenados em um dispositivo de gravação na cápsula de retorno da MMX e trazidos de volta com a areia de Fobos.

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