Poetisa norte-americana Louise Glück ganha Nobel de Literatura

Henrik Montgomery/Reuters
Henrik Montgomery/Reuters

Louise Glück venceu o Prêmio Nobel de Literatura de 2020

A poeta norte-americana Louise Glück venceu o Prêmio Nobel de Literatura de 2020 pela “sua inequívoca voz poética, que com austera beleza torna universal a existência individual”, disse a Academia Sueca hoje (8).

O secretário permanente da Academia, Mats Malm, disse que Glück ficou “surpresa e feliz” com a notícia, apesar de tê-la recebido de manhã cedo devido ao fuso horário dos Estados Unidos.

LEIA MAIS: Duas cientistas vencem Nobel de Química por pesquisa com genoma

Professora da Universidade Yale, Glück, de 77 anos, estreou em 1968 com “Firstborn” e é vista como uma das poetisas mais destacadas da literatura norte-americana contemporânea.

Sua poesia é caracterizada por “uma luta pela clareza”, disse a Academia, com um foco na infância, na vida familiar e nos relacionamentos íntimos entre pais e irmãos.

“Em seus poemas, o ser ouve o que sobrou de seus sonhos e delírios, e ninguém consegue ser mais duro do que ela ao confrontar as ilusões do ser”, detalhou a academia.

Os prêmios Nobel devem seu nome ao inventor da dinamite e empresário milionário Alfred Nobel, e são concedidos desde 1901 para reconhecer conquistas na ciência, na literatura e na paz, de acordo com seu testamento.

Os prêmios de Medicina, Física e Química foram concedidos no início desta semana, e o prêmio da Paz será anunciado amanhã (9).

O Prêmio Nobel de Literatura foi assombrado por polêmicas nos últimos anos. Em 2019, a academia abriu uma exceção e escolheu dois vencedores, já que o prêmio de 2018 foi adiado na esteira de um escândalo de agressão sexual envolvendo o marido de uma integrante.

VEJA TAMBÉM: Descobertas sobre buraco negro vencem Nobel de Física

Mais tarde, a academia sigilosa de 234 anos anunciou mudanças que alegou melhorarem a transparência do processo seletivo.

Mas um dos laureados de Literatura do ano passado, o romancista e dramaturgo austríaco Peter Handke, foi criticado em todo o mundo por retratar a Sérvia como uma vítima durante as guerras dos Bálcãs dos anos 1990 e por comparecer ao velório de seu líder nacionalista autoritário Slobodan Milosevic.

Já o Nobel de Literatura de 2016, do cantor e compositor norte-americano Bob Dylan, dividiu muito as opiniões – houve quem questionasse se um músico popular deveria receber uma honraria que vem sendo dominada por romancistas e dramaturgos.

Como grande parte da vida pública mundial, os prêmios deste ano foram eclipsados pela pandemia de coronavírus, que forçou o cancelamento da suntuosa cerimônia de premiação realizada todo mês de dezembro em Estocolmo. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).