Programa Mundial de Alimentos da ONU diz precisar de US$ 6,8 bi em 6 meses para evitar fome

Denis Balibouse/Reuters
Denis Balibouse/Reuters

“Temos muito mais dinheiro para arrecadar para conseguirmos impedir a fome”, disse David Beasley

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (ONU) precisará arrecadar US$ 6,8 bilhões ao longo dos próximos seis meses para evitar a fome em meio à crise da Covid-19, disse a agência hoje (13).

O programa, que na semana passada recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para evitar o uso da fome como uma arma de guerra e conflito, disse que até agora obteve US$ 1,6 bilhão.

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“Temos muito mais dinheiro para arrecadar para conseguirmos impedir a fome”, disse David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos da ONU, em uma conferência organizada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Beasley observou que 7 milhões de pessoas morreram de fome neste ano, e que a pandemia de Covid-19, que pode dobrar a fome em todo o mundo, cobrou mais 1 milhão de vidas.

“Se não solucionarmos a Covid, (a) taxa de mortes por fome pode ser 3, 4, 5 vezes isso”, alertou Beasley.

A organização sediada em Roma diz ajudar cerca de 97 milhões de pessoas em cerca de 88 países a cada ano, e que uma de nove pessoas de todo o mundo ainda não tem o suficiente para comer.

A fome mundial, que declinou durante várias décadas, está em alta novamente desde 2016, impulsionada pelo flagelo duplo dos conflitos e da mudança climática.

“Se você pensar na riqueza da Terra hoje, não deveríamos ver uma única criança passar fome ou morrer de inanição”, disse Beasley.

O Programa Mundial de Alimentos enviou remessas médicas a mais de 120 países durante a pandemia, e proporcionou o transporte de passageiros para levar agentes humanitários a locais inacessíveis a voos comerciais.

A agência, a maior organização humanitária do mundo, depende totalmente de doações. Ela fornece merenda escolar a 17,3 milhões de crianças de todo o globo e entregou 4,2 milhões de toneladas de comida a regiões ou países necessitados em 2019. (Com Reuters)

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