SP anuncia renovação de contrato para corrida da F1 em Interlagos até 2025

Acordo deve ser assinado entre final de novembro e começo de dezembro.

Blog da Redação
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Ricardo Moraes/Reuters
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Covas disse ainda que a prova passará a se chamar Grande Prêmio São Paulo, não mais Grande Prêmio do Brasil

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A Fórmula 1 renovou até 2025 o contrato para realizar corridas da categoria na cidade de São Paulo, disseram hoje (12) a prefeitura da cidade e o governo estadual, consolidando a continuidade da prova na capital paulista após uma frustrada mudança para o Rio de Janeiro.

O prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), afirmou que o contrato, que está sendo finalizado e deve ser assinado entre final de novembro e começo de dezembro, prevê a possibilidade de prorrogação da realização da prova no autódromo de Interlagos, na zona sul da cidade, até 2030. Ele não deu detalhes sobre os valores envolvidos.

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Covas disse ainda que a prova passará a se chamar Grande Prêmio São Paulo, não mais Grande Prêmio do Brasil.

“A prefeitura e o governo do Estado finalizaram as tratativas para a manutenção do Grande Prêmio aqui na cidade de São Paulo. Uma das mudanças é que agora nós teremos o GP São Paulo, ele passa a ter o nome de São Paulo, será o Grande Prêmio São Paulo”, disse Covas em entrevista coletiva ao lado do governador João Doria (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

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“É um contrato de cinco anos, valendo até 2025, podendo ser prorrogado por mais cinco anos, podendo, portanto ir até 2030”, acrescentou o prefeito.

O contrato anterior da Fórmula 1 com a capital paulista vence ao final deste ano.

A corrida é um dos principais eventos do calendário de São Paulo e também um dos mais rentáveis para o governo municipal e para o setor de turismo da cidade.

De acordo com o prefeito, o impacto financeiro da prova do ano passado na cidade foi de R$ 670 milhões, o que gerou uma arrecadação de impostos para o governo municipal de R$ 110 milhões. Além disso, disse ele, a corrida gerou 8.500 empregos diretos em 2019.

A Fórmula 1, que cancelou a prova no Brasil neste ano por causa da pandemia de Covid-19, negociava a possibilidade de transferir a corrida no país para o Rio de Janeiro, onde um autódromo seria construído para sediar o Grande Prêmio.

O projeto do autódromo fluminense, no entanto, enfrentava questionamentos ambientais, por prever a construção em uma área de preservação, e também havia dúvidas sobre a viabilidade financeira do projeto em um momento de crise econômica em todo o mundo, além de indagações sobre o tempo hábil para construir o autódromo a tempo da prova do ano que vem.

Atual campeão e principal nome da categoria na atualidade, o britânico Lewis Hamilton disse recentemente ser contra a derrubada de uma floresta para a construção de um novo autódromo, e disse ser admirador da pista de Interlagos.

Para Doria, que foi prefeito de São Paulo antes de Covas, a renovação com a Fórmula 1 é “uma grande vitória” para São Paulo.

“A vitória do bom senso, do equilíbrio. A vitória determinada pelo trabalho do Bruno Covas e pela sua equipe”, elogiou o governador, acrescentando que as tratativas com a Liberty Media, empresa que administra a Fórmula 1, foram feitas com base “na existência de um autódromo que é aprovado pelos pilotos, aprovado pelas equipes.”

“Não fizemos especulações, não fizemos projeções artificiais, não prometemos investimentos que não poderiam ser feitos”, afirmou. (Com Reuters)

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