O que fazer depois de sofrer uma queda? Um manual para dar a volta por cima

Klaus Vedfelt/Getty Images
Klaus Vedfelt/Getty Images

Um estudo do Departamento de Psicologia da University of Heidelberg, na Alemanha, já comprovou que o sexo feminino sente mais os danos psicológicos de uma derrota, por haver maior possibilidade de questionar suas habilidades.

Só não cai quem nunca saiu do chão. Quis começar o texto com essa frase para relembrar que todos estão sujeitos a falhas e perdas – todos. Aqui, me refiro tanto a grandes erros que podem acontecer no ambiente de trabalho quanto uma demissão.

Quando eles acontecem, é natural vir o medo de se arriscar de novo. Isso é uma pena, já que o ditado popular bem diz: quem não arrisca, não petisca.

Mais importante do que a queda é saber se levantar e seguir seu caminho, rumo ao seu objetivo – seja ele um posto de trabalho ou outro sonho.

Porém, reitero: todos nós levamos tombos. O que fazer depois deles?

O primeiro passo é entender que a falha é uma oportunidade de crescer.

Quem trabalha com marketing e storytelling conhece bem a chamada Jornada do Herói, que nada mais é do que o ciclo que o personagem principal de uma história passa até chegar à vitória.

De Hércules aos super heróis contemporâneos, todos enfrentam derrotas antes de vencer o grande desafio.

Não é diferente com nós, mortais. Penso que quedas são oportunidades únicas de aprendizado e crescimento – mas, para que sejam, é preciso mudar seu olhar sobre elas.

Lembre-se que você é mais do que seu erro.

Depois de refletir sobre o que aconteceu, traga à memória seus acertos. Por exemplo, se você é gerente de algum setor, lembre-se de quando você inspirou um membro da sua equipe.

O ponto não é fingir que o erro não aconteceu, mas lembrar que você é um conjunto de fatores que vão além das suas falhas.

Por último, pratique a autocompaixão.

Perceba como você se sente sem exagerar ou negar seus sentimentos. Tente se conectar com a verdade daquele momento: como você está realmente se sentindo? Frustrado? Com raiva? Em autocomiseração?

Entendendo o que está se passando de verdade, você poderá calar aquela voz interior que insiste em apontar erros e defeitos, sem nenhuma proposta para resolver a situação – a “carrasquinha”, como aprendi com uma amiga e grande executiva.

Um exercício que gosto muito de fazer é imaginar que não estou falando comigo mesma, mas com um amigo. O que você diria a uma pessoa querida na mesma situação?

Você merece palavras de conforto depois de uma perda ou erro, então, use-as consigo mesmo.

Um recado especial para as mulheres: um estudo do Departamento de Psicologia da University of Heidelberg, na Alemanha, já comprovou que o sexo feminino sente mais os danos psicológicos de uma queda. Entre elas, é maior a possibilidade de questionar suas habilidades.

Este não é o momento de se questionar de forma cruel mas, sim, de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Só você pode fazer isso por si mesmo. Avante!

Carol Sandler é jornalista, educadora financeira e fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de educação financeira para mulheres. É apresentadora do podcast “Meu Dinheiro, Minhas Regras” e colunista da Rádio Bandeirantes. Autora dos livros “Dinheiro Nasce em Árvore?” e “Detox das Compras”, além de coautora do “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos”. Instagram: @financasfemininas

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