Descascar mais e desembrulhar menos: dica para uma vida saudável

Hinterhaus Productions/Getty Images
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Ninguém emagrece de fato e de forma consistente se não tiver hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação rica em vegetais in natura

Escolha a embalagem certa. Assim como você escolhe uma roupa que lhe cai bem, coloque essa regra no dia a dia da sua alimentação. Acho que essa é a primeira dica para quem quer ter mais saúde e perder gordura, que além de indesejada, muitas vezes pode ser bastante perigosa.

Ninguém emagrece de fato e de forma consistente se não tiver hábitos de vida saudáveis. As nossas escolhas determinam quem somos e, desde pequenos, temos que optar pela escola, pelas brincadeiras, depois pela nossa carreira e por aí vai. E com a alimentação não é diferente. Para os pais, os filhos são um excelente motivo a mais para olhar com mais rigor para o que entra na sua sacola de compras. Comer bem se aprende na infância!

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Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil já tem mais de 50% de sua população com sobrepeso, além de problemas como diabetes e hipertensão para falar de alguns que estão diretamente ligados à obesidade. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e o baixo consumo de alimentos in natura explicam essa triste realidade.

Eu pergunto: qual a embalagem de uma maçã ou de uma cenoura? A casca. Qual a embalagem de um biscoito recheado, de um salgadinho? O plástico, e dentro dele muito açúcar e muita gordura. Ou seja, está na hora de desembrulharmos menos e descascarmos mais. A sua embalagem, ou seja, o seu corpo, vai sentir a diferença e você também.

Nós já falamos do quanto as pessoas engordaram na pandemia e deixaram hábitos mais saudáveis de lado. Por isso, sempre, em qualquer que seja a situação, inclua no seu dia a dia frutas variadas, verduras, saladas, legumes e a maior quantidade possível de alimentos in natura. Também beba água.

Evite desembrulhar! Fique longe de salgadinhos, doces, enlatados embutidos, frituras, açúcar, bolos e chocolates e as famosas e maléficas gorduras trans. Outra dica é deixar de lado as bebidas alcoólicas, refrigerantes e sucos de caixinha. Produtos industrializados em geral.

Parece uma limitação exagerada, mas não é. Mesmo tirando da nossa mesa os exemplos acima, ainda teremos uma alimentação muito mais rica. Há uma série de grupos de alimentos saudáveis que podem e devem compor a nossa dieta diária.

Os carboidratos complexos estão tipicamente presentes nos alimentos integrais, como pão, arroz, macarrão e biscoitos. Além disso, vegetais ricos em amido como a batata-doce, o milho e a mandioca, as sementes e os cereais também são carboidratos complexos. São importantes para nos dar energia para encarar o dia a dia. Uma dica é dar preferência a eles no horário do almoço e antes dos treinos.

No caso das proteínas animais, ovos, frango e peixe são prioridade, deixando a carne vermelha como uma terceira ou quarta opção, mas não precisamos nos privar completamente dela, basta ter equilíbrio e moderação. Lembrem-se dos grãos como lentilha, ervilha fresca, grão de bico, sempre in natura, nada de enlatados. As gorduras podem vir de fontes saudáveis, como nozes, castanhas, abacate e óleo de coco, para citar alguns exemplos. Sempre com moderação e bom senso.

Acrescente a esse cardápio uma boa dose diária de água e de exercícios físicos.

É importante lembrar que não existe receita milagrosa que acabe com a obesidade. O fundamental é perder gordura e não peso. Pessoas que possuem mais músculos podem ser mais pesadas. As mais leves podem ter mais gorduras e menos músculos. Cuidado!

Uma boa alimentação, equilibrada, saudável, com muita ingestão de água aliados aos exercícios físicos regulares e exames em dia são a receita básica para garantir a nossa saúde e longevidade.

Eduardo Rauen é médico formado pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE). Integra o corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. É médico nutrólogo (com título de especialista pela ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia) e do Exercício e do Esporte (com título de especialista pela SBMEE – Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte). Também atua como diretor técnico do Instituto Rauen – Medicina, Saúde e Bem-estar.

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