Flávio Augusto: Tudo novo de novo

boonchaiwedmakawand/GettyImages
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Os que aprenderem a jogar o novo jogo ocuparão as melhores posições no tabuleiro

Quantas vezes o mundo mudou na última década? Está mudando neste momento. E não vai parar.

As regras do jogo, os modelos de negócios, as relações de trabalho, bem como as relações entre consumidores e a tecnologia estão em constante transformação. Como parte dessa mudança, velhos paradigmas estão caindo sem que muitos sequer se deem conta. Estamos em meio a uma transição permanente, que promove uma imensa ruptura com o velho e impõe sobre todos nós o novo.

Muitas vezes, o que é novo assusta, incomoda, ameaça. Mas é importante compreender que ele pode chegar repleto de novas oportunidades e possibilidades para todos, mesmo para aqueles que imaginam estar navegando na zona de conforto. Gostando ou não dessa dinâmica, a verdade é que o “velho mundo” está morto. Quem relutar a sepultá-lo assumirá um grande risco de ser sepultado junto com ele.

Resistir às inevitáveis e cada vez mais intensas mudanças em nosso way of life tem promovido uma luta, derrotada por antecipação, daqueles que ainda tentam se apegar ao passado. A intensidade desse apego pode transformar os próximos anos, talvez até a próxima década, numa era tumultuada. Os que aprenderem a jogar o novo jogo ocuparão as melhores posições no tabuleiro. As próximas gerações sentirão esse choque inútil entre o que era e o que será – muitos vão conviver com trincheiras de resistência nos mais importantes estágios de sua vida.

No mundo acadêmico, que historicamente não acompanha essa dinâmica na mesma velocidade, o arcaico se fará presente nas salas de aula. Ao serem despejados no mercado de trabalho, no mundo real, os jovens serão atropelados por algo para o qual não foram apresentados. E chegarão à conclusão de que não foram preparados para este ainda início do terceiro milênio. Depois de 10, 20 ou 30 anos, talvez todos tenham se curvado, mas, para muitos, pode ser tarde demais.

O ciclo das mudanças do mundo é implacável e de tempos em tempos coloca em xeque os que nutrem a ilusão da estabilidade eterna. Nunca estivemos tão longe disso. Portanto, a capacidade de se reinventar com rapidez é hoje condição básica de sobrevivência. Isso vale para governos, empresas, escolas, instituições e pessoas. Estar aberto para novos conceitos e saber desapegar-se de crenças e preceitos antigos será a maior habilidade dos bem-sucedidos desse futuro que já começou. A chamada inteligência emocional, que dita a qualidade das ações, reações e inter-relações humanas, vai caminhar lado a lado com a tecnologia. Comunicadores e especialistas em processos corporativos que forem “analfabetos” digitais ou emocionais vão colidir com seus próprios limites.

Não tenha medo. Na verdade, nada disso é novo. O mundo sempre foi assim e, pelo visto, sempre será – só que com mais velocidade. Parafraseando Charles Darwin, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

Flávio Augusto da SilvaPresidente da Wiser Educação e dono do time de futebol Orlando City

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.


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