10 dicas práticas para viajar mais tranquilamente com crianças pequenas

Em sua coluna de estreia, Paula Drumond Setubal resgata suas memórias de viagens para indicar como ter boas experiências e sofrer menos com imprevistos.

Paula Drumond Setubal
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Um dos maiores ensinamentos da maternidade é que nem sempre sairá conforme o planejado, inclusive ao viajar com crianças pequenas

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Com a reabertura das fronteiras e o avanço na vacinação se torna cada vez mais próxima a possibilidade de levar os pequenos para conhecer o mundo. Mas e aí? Como escolher o destino perfeito? Como lidar com os eventuais imprevistos?

Minha família sempre adorou viajar e quando chegaram nossos gêmeos Helena e Eduardo sabíamos que não seria diferente! Quando eles tinham três meses de idade, partimos para nossa primeira viagem longa juntos e, desde então, temos colecionado momentos inesquecíveis. Seguem abaixo alguns aprendizados das minhas experiências:

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1- Quanto a escolha do destino, acredito que a criança fica feliz onde os pais estiverem! Com raras exceções, a maior parte dos destinos é “kids friendly”, principalmente os de praia, mas esteja preparado para fazer uma viagem se adaptando às limitações dos pequenos. Seja flexível, lembrando-se que a previsibilidade é muito importante para eles e traz segurança.

2- Se puder optar, escolha sempre voos diretos. Quanto menos conexões, menos cansadas ficam as crianças e menor é a chance de perder o próximo voo e passar horas no aeroporto. Se for inevitável, recomendo fazer a compra de todos os trechos conectados, dessa forma a responsabilidade por eventuais atrasos e realocações em novos voos passa a ser da companhia aérea e evita estresse.

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3- Sempre opto por voos noturnos quando posso escolher. As crianças chegam descansadas e é mais difícil entretê-las por tantas horas num espaço tão limitado em um voo longo diurno.

4- Ter alguns dos brinquedos, livrinhos e episódios do desenho preferido podem ser grandes aliados em viagens.

5- Se ocorrer um escândalo ou choro ininterrupto no avião, não se desespere. Normalmente, a nossa urgência em acalmá-los e a dificuldade em lidar com os olhares de julgamento de outros passageiros pioram a situação e os deixam ainda mais nervosos. Mantenha a calma e lembre-se de que a maior parte das pessoas já passou por algo semelhante e compreende perfeitamente!

6- Leve sempre alguma fruta e snacks práticos (eu sempre tenho banana e biscoito de polvilho na bolsa). Já me salvaram em diversas situações.

7- Sempre leve uma quantidade maior do que você acredita ser necessária tanto de leite, quanto de fraldas e roupas extras. Nunca se sabe se o voo irá atrasar, se as malas serão extraviadas… uma mãe precavida vale por duas! Certa vez peguei um voo que deveria ter durado uma hora e meia e acabei fazendo uma viagem de 12 horas com as crianças. Resultado: faltou leite, comida e fraldas. Passei o maior aperto e ficou a lição.

8- No quesito alimentação, as viagens mais práticas que fizemos foram até os seis meses dos gêmeos. Eles só mamavam e eu não precisava me preocupar com comida. Depois da introdução alimentar, se puder ficar em um lugar com fácil acesso à cozinha é maravilhoso, mas como sabemos que nem sempre será possível, é válido se certificar de que o hotel oferece algumas opções menos condimentadas e com pouco sal.

9- Importantíssimo: recomendo solicitar ao pediatra uma lista dos remédios indispensáveis para cada situação em uma eventual emergência, principalmente no exterior.

10- Se desapegue das regras, seja flexível, encare tudo com leveza e bom humor! No fim, nossa frustração com os imprevistos sempre partem das expectativas que criamos de que tudo sairá conforme nossos planos. Um dos maiores ensinamentos da maternidade é que nem sempre tudo sairá conforme o planejado e ainda assim, a experiência será muito melhor do que imaginávamos e renderá boas risadas. Viagens são oportunidades perfeitas para criar memórias afetivas eternas!

Paula Drumond Setubal é advogada, mãe de gêmeos e produtora de conteúdo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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