Os trinta e poucos anos...

Já sei que não preciso provar nada pra ninguém, as únicas opiniões que importam são as das pessoas que amo.

Paula Drumond Setubal
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Viver com intensidade é um risco, mas é a única forma de fazer tudo valer a pena

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Na proximidade de mais um aniversário comecei a refletir sobre como a maturidade nos cai bem.

Me caiu maravilhosamente bem.

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Eu jamais trocaria a segurança que os 10 anos que separam meus 20 dos 30 anos me trouxeram. O metabolismo talvez não seja o mesmo, mas a paciência cresceu de forma inversamente proporcional.

Aos 20, não levaria desaforo pra casa, aos 30, talvez leve, mas certamente não estragarei meu dia por isso. E tudo bem.

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Perderei infinitas discussões, não por não ter razão, mas por escolher ter paz.

Que usar o tempo com fofoca é mais que perda de tempo, é perda de vida.

Tempo esse que aprendi ser nossa moeda mais valiosa: a única que não pode ser recuperada em hipótese alguma.

Aos 30, já sei exatamente o tipo de lugar e de pessoas que não me fazem bem.

O que me impulsiona e o que me afunda.

Não faço hora extra, não permito entrar quem não deve.

Saio à francesa, mas não fico um minuto além da minha vontade.

Já sei que não preciso provar nada pra ninguém, as únicas opiniões que importam são as das pessoas que amo. No fim do dia, quando eu colocar a cabeça no travesseiro, será neles que pensarei. Todo o resto não importará.

Que nenhuma cidade do mundo será a mesma quando eu voltar. Isso porque não serei mais a mesma. Meu olhar será novo e me encantarei por cada detalhe como se fosse a primeira vez.

Minha forma de encarar a vida se tornou mais leve, me tornei mais empática, percebi que não existem verdades absolutas.

Que todo mundo tem algo a me ensinar.

Que cada um tem a sua história, seu caminho, mas que todos têm suas dores e que não existe uma escala para classificá-las em menores ou maiores. São únicas e legítimas.

Aprendi que todo problema toma uma proporção infinitamente menor após um chá quente e uma noite bem dormida.

Que não precisamos de tanto quanto pensamos.

Que quanto menor nossa bagagem, maior a diversão.

Que a saúde é o que temos de mais precioso, e que normalmente só a valorizamos quando perdemos.

Que viver com intensidade é um risco. Às vezes cansa. Às vezes dói. Às vezes esgota. E que ainda assim é a única forma de fazer tudo valer a pena. E viva a maturidade e toda a sabedoria que ela nos traz!

Paula Drumond Setubal é advogada, mãe de gêmeos e produtora de conteúdo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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