Não deixe que os exageros das festas pesem na balança

Medidas simples, como pegar leve nos líquidos e na sobremesa e comer com calma, podem ajudar a evitar o ganho de peso.

Eduardo Rauen
Compartilhe esta publicação:
Getty Images
Getty Images

Além de observar a quantidade, é essencial também escolher a qualidade do que estará no prato

Acessibilidade


Fim de ano é sinônimo de confraternização com os amigos e família, brindes, refeições fartas. O saldo dos excessos costuma ser ganhar alguns quilinhos extras, que podem se acumular ao longo dos anos. O motivo é fácil de compreender: refeições festivas podem chegar a ter até 6 mil calorias.

Pesquisadores ingleses já fizeram as contas em um estudo publicado no New England Journal of Medicine, demonstrando que as pessoas costumam engordar, em média, dois quilos neste período. No entanto, conseguem perder cerca de 1,5 quilo ao longo do ano, resultando em um acúmulo de pelo menos meio quilo. Alguns indivíduos podem, ainda, não conseguir eliminar nada do peso adquirido, acumulando dois quilos ano a ano. Em uma década, são 20 quilos a mais.

LEIA TAMBÉM: Os 5 erros mais comuns na volta às provas de rua

Mas, calma! Nem tudo é só notícia ruim. A mesma pesquisa demonstra que medidas simples podem ajudar a evitar os exageros. A primeira é ficar atento ao consumo de líquidos, revendo o hábito de tomar muito suco ou, ainda, usar muito açúcar para adoçar.

Falando em ingestão de líquidos, o próximo ponto de atenção é relacionado ao consumo de álcool, que tende a aumentar muito nesta época. Bebidas alcoólicas são bastante calóricas. Um grama de açúcar carrega quatro calorias, enquanto um grama de álcool tem sete calorias. É quase o dobro. Há também variação calórica entre as opções de bebida com álcool. Existem algumas cervejas com mais cevada ou outros ingredientes que engordam. Já um gim com água tônica, por exemplo, acaba sendo menos calórico. O segredo é buscar moderação.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Por isso, um lembrete para quem fica em dúvida entre o drink e a sobremesa: mesmo que o doce seja menos calórico do que a bebida alcoólica, não se recomenda abusar do açúcar. Se o pudim, o bolo ou a torta parecem apetitosos, não é preciso comer cinco porções. O gosto de cada pedaço é o mesmo e uma pequena porção é o bastante para saciar a vontade.

Saciedade
Muitas vezes acabamos ingerindo mais comida e bebida porque existe um atraso de informação de saciedade em nosso organismo. Por isso, o ideal é comer e esperar um tempo, ingerindo os alimentos com calma. Essa dica vale também para quem pensa em repetir o prato, o que acaba sendo comum nas ceias e festas.

O tempo de saciedade varia de uma pessoa para outra. Quando nos alimentamos, a comida passa pelo estômago e chega ao intestino, onde são liberados vários hormônios de saciedade. Alguns organismos têm maior resistência a eles, demorando mais para processar essa informação. Comer com mais calma ajuda a evitar os exageros e aquela sensação de estufamento, que pode provocar mal-estar.

Além de observar a quantidade, é essencial também escolher a qualidade do que estará no prato. A regra de comer pelo menos cinco porções de frutas e legumes por dia proporciona maior quantidade de fibras e garante maior saciedade. A avaliação qualitativa passa pelos detalhes, com a escolha de alimentos mais naturais. No caso das carnes, dê preferência para o bacalhau e o peru no lugar de tender, embutidos e defumados. As oleaginosas, castanhas e amêndoas, que combinam bastante com o Natal, são boas opções.

O período de férias é bem propício para aumentar a prática de atividade física. Como uma das principais justificativas para não se exercitar é a falta de tempo, é bom aproveitar a mudança de rotina. A principal orientação é manter o equilíbrio nas escolhas. Assim, é possível aproveitar as comemorações e se divertir, sem carregar peso extra para o ano novo. Boas Festas!

Eduardo Rauen é médico nutrólogo e diretor técnico do Instituto Rauen.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

Compartilhe esta publicação: