Malu Barretto esquenta os tamborins para volta do Carnaval na Sapucaí

Empresária criativa celebra o retorno da folia presencial nos próximos dias 22, 23 e 30 de abril.

Donata Meirelles
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Malu Barretto, empresária e nome por trás do Baile da Arara, no Carnaval carioca

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A empresária Malu Barretto está mais que preparada para quando o Carnaval chegar. Agora é só uma questão de esquentar os tamborins. Sócia do escritório criativo Arara – em sociedade com Pedro Igor Alcântara – Malu comemora a volta da folia presencial em 2022: “Fizemos o Carnaval em 2020 e, desde então, praticamente ficamos paralisados por conta da pandemia. Nossas atividades aconteciam em lives ou vídeo”, conta.

Agora, nos próximos dias 22, 23 e 30 de abril a folia estará de volta, na Marquês de Sapucaí, no Rio, com o Camarote da Arara (carnavaldaarara.com.br). “Sem dúvida, será um Carnaval marcante, o Carnaval da retomada, como foi o de 1919, depois da epidemia de gripe espanhola”, acredita Malu.

Durante os três dias, o camarote terá como cicerone Pretinho da Serrinha, com sua banda e recebendo atrações como Thais Macedo, Teresa Cristina, Mart’nália, Lellê e o DJ Gaspar Muniz. A gastronomia é assinada pelo chef Alex Atala. Acima de tudo, há a localização muito especial do Arara: no setor par em frente ao recuo da bateria. A área mais nobre da Sapucaí. Contando com três andares e uma grande frisa.

“A vacinação está avançada e vamos seguir todos os protocolos sanitários. Porque a pandemia pode estar no passado, mas ainda não acabou”, faz questão de lembrar.

Ela também informa que na edição 2022 o Arara abraçou a sustentabilidade. “Estabelecemos uma parceria com a Enphase Energy, companhia americana que instalou painéis solares no Xingu e realizou um projeto no Vidigal. Será a primeira vez que se utilizará energia solar no Sambódromo. Queremos inspirar outros camarotes”.

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Além dos três dias de samba na Sapucaí, no dia 20 de abril acontece o muito aguardado Baile da Arara, que faz a alegria dos foliões desde sua primeira edição, em 2015, em um casarão em Santa Teresa. Foi o início de tudo e fez a fama do escritório criativo.

No além Carnaval, Malu já tem projetos engatilhados. “Vamos fazer um mini festival de arte e música eletrônica para a cerveja Beck’s”, conta. Outro festival de música vai acontecer associado à marca Perigo, do sócio Pedro Igor. “Tem também o Arraial Arara, porque somos forrozeiros”, avisa. E prosseguem as parcerias com marcas como Jean Paul Gaultier, Carolina Herrera, Stella Artois e Diageo.

Casada com o artista plástico Vik Muniz e mãe de três filhos, ela diz que já avisou o marido: “Em 2022 vamos armar um esquema com as crianças porque não vou voltar muito pra casa”, diverte-se. “O melhor de tudo é trabalhar com algo que se ama muito. Porque é de verdade”.

A seguir alguns trechos da conversa com a empresária e foliã Malu Barretto:

Ziriguidum, telecoteco e balacobaco

“Adoro Carnaval desde sempre. O primeiro que me lembro eu devia ter uns quatro anos. Foi em Mococa, no interior de São Paulo, onde meus pais tinham fazenda. Era o baile do clube da praça e minha mãe caprichava nas fantasias. Frequentei até a adolescência e depois comecei a vir com as amigas para o Carnaval do Rio. Tenho duas escolas do coração: Portela e Mangueira. E meu samba enredo favorito é ‘Bum Bum Paticumbum Prugurundum’, da Império Serrano.”

Festa de arromba

“O baile da Arara nasceu de uma conversa minha com o Pedro Igor, para reunir uns amigos e ir em um baile bacana. Acabamos nós mesmos fazendo o baile. Conhecemos um alemão que tinha alugado uma casa em Santa Tereza e estava trazendo dez investidores para o Carnaval. Ele nos propôs organizar o baile, ofereceu a casa mais uma ajuda de custo, para mostrar o Carnaval carioca aos investidores alemães. Chamei a Paula Lavigne, minha amiga e parceira, e o meu compadre, Pretinho da Serrinha, para providenciar a música. A ideia era fazer só aquela festa. Não achamos que íamos repetir a dose no ano seguinte, no outro e no outro.”

Equilíbrio

“No início foram 400 convidados, que viraram 600. Depois foram 800 e agora estamos em 1.200 e esse é o limite. Não vamos passar disso. Não vendemos ingressos, é só para convidados. Porque a partir do momento que se vende o ingresso perde-se a essência do baile, que é feito para os amigos. O baile, antes de mais nada, é para a gente se divertir.”

Muito além do bloquinho

“Do baile nasceu o camarote. Em 2020, através do Fabio Carvalho – que agora é nosso sócio – conseguimos que a Veja Rio assinasse o camarote conosco. Porque o baile é pequeno perto da estrutura de um camarote na Sapucaí. O Antonio Pedro Figueira de Mello encontrou o melhor local do Sambódromo para o camarote da Arara, com capacidade para 1.200 pessoas. Mas vendemos apenas 50% de convites, para manter a nossa identidade. O resto são convidados. Este ano a cenografia será retrô futurista, inspirada no Palais Bulles, de Pierre Cardin.”

Na quarta-feira de cinzas

“Outra coisa que eu adoro fazer é cozinhar. Claro que não sou uma grande chef, eu cozinho para os amigos. Morei quatro anos na Itália e aprendi muito lá. O Vik é bom de fazer massa de macarrão e eu sou boa de molhos. Também faço arroz de pato, arroz de bacalhau, arroz de polvo. Durante a pandemia, passamos um tempo nos Estados Unidos e descobri a cozinha coreana.”

Arrumando a casa

“Também durante a pandemia, aproveitando a folga da Arara, comecei a desenhar móveis. Os móveis da nossa casa na Bahia foram desenhados por mim. Inclusive criei um business de design de móveis com o meu cenotécnico baiano. Ah, também aprendi a fazer pão via internet.”

Com Mario Mendes

Donata Meirelles é consultora de estilo e atua há 30 anos no mundo da moda e do lifestyle.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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