Supermodelo e empresária, Carol Trentini lança marca de moda infantil

A Benbini começou em uma noite de “insônia produtiva”, quando a modelo identificou uma oportunidade em investir no setor de moda para crianças.

Donata Meirelles
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A Benbini foi idealizada, criada e materializada pela top model Carol Trentini

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“Uma criança essencialmente livre” é o lema da Benbini, nova marca de moda infantojuvenil idealizada, criada e materializada pela top model e agora também empresária Carol Trentini. “É roupa para a criança que eu fui”, diz ela, que está vibrando com o lançamento do label – hoje (13), por volta das 19h, nas redes sociais e no e-commerce.

“Estou me preparando para essa nova fase desde 2018”, conta Carol. “Fiz questão de ir comendo pelas beiradas, pesquisando e procurando aprender e entender bem o negócio”, fala com a segurança profissional cultivada em 2o anos diante das lentes dos fotógrafos mais renomados, como o recém falecido Patrick Demarchelier – e nas passarelas mais cintilantes do planeta, como Louis Vuitton, Chanel, Dolce & Gabbana e Valentino, entre muitas. “Sou movida a desafios e gosto de sentir frio na barriga”, assume.

Bem falante e bem-humorada, ela garante que tudo começou em uma noite de “insônia produtiva”, quando identificou ser uma oportunidade e um novo desafio investir no setor de moda para crianças. Carol diz que também entraram na equação a opinião dos filhos sobre as roupas que comprava para eles, as conversas com amigas que têm filhos e com outras mães. Sobretudo: “Eu sempre pensava que faria alguma coisa diferente se a criação fosse minha”, declara.

O nome da marca, além da evidente semelhança com “bambini” (“crianças”, em italiano) vem de “bini”, “dois” em latim, mais os dois “Bens” que Carol tem em casa: os filhos Bento, 8 anos, e Benoah, 5. “Meus filhos são a minha maior inspiração na vida e agora também no trabalho. Acredito que o meu trabalho me faz ser uma mulher melhor e uma mãe melhor para eles”, declara corujíssima.

Assim, Carol tratou de desenhar uma coleção de 35 peças, em cores naturais e cremosas, tecidos leves e roupas prontas para muita ação dos pequenos entre 4 e 9 anos. “Penso em crianças de pés descalços, que pisam na grama, na terra. Gosto do segmento de moda infantil porque tem várias demandas e pontos a serem explorados”, avalia Carol.

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O nome da marca, além da evidente semelhança com “bambini” (“crianças”, em italiano) vem de “bini”, “dois” em latim, mais os dois “Bens” de Carol Trentini, os filhos Bento e Benoah

Nascida em Panambi, no Rio Grande do Sul – pequena cidade com cerca de 30 mil habitantes – ela guarda as lembranças da infância: “Eu brincava na rua, subia em árvore, ralava os joelhos, sempre com os amiguinhos, primos e primas”, recorda. É essa ideia de crianças se divertindo que Carol procurou passar em suas criações. Sim, porque ela mesma desenhou a coleção: “Desenhei inclusive as embalagens”, conta muito orgulhosa.

Entusiasmada e de olho no futuro, a empresária modelo pensa no crescimento orgânico da marca. “Penso grande, mas não sou pretensiosa. E quero continuar vestindo essas crianças enquanto elas crescem”, avisa.

A seguir, os principais momentos da conversa com Carol Trentini.

Ação em família

“A vida da mulher é sempre movimentada porque temos muitas coisas pra fazer. Além de ser mãe de dois filhos, têm surgido muitos trabalhos como modelo – que eu adoro fazer – e agora tenho a minha própria marca para tocar. Quer dizer, estou com o prato cheio e muita vontade de saboreá-lo. Acredito que é possível conciliar tudo porque é uma questão de organização. Não posso me queixar porque tenho o apoio do marido, da minha irmã que mora aqui em São Paulo e, claro, da minha mãe. Ou seja, sempre tem com quem conversar, trocar ideias e até chorar.”

O show não pode parar

“Estou com 34 anos e trabalho desde os 14. Aos 15 anos mudei para Nova York e vivi lá por 10. Trabalhei muito e tive a oportunidade de construir uma carreira que me orgulha muito. Quando tive meus filhos pensei que os trabalhos como modelo iam diminuir, mas continuou igual. A diferença é que agora faço trabalhos pontuais. Por exemplo, fiz a última temporada de lançamentos, mas um desfile com exclusividade para uma marca em Nova York, outra Milão e outra Paris. Em Nova York, estava conversando com o Michael Kors e ele me mostrou uma foto minha em seu primeiro desfile. ‘Olha como você era uma criança’, ele me disse. Sou muito grata por, apesar de todo esse tempo, ainda fazer parte desse mundo que eu gosto tanto.”

Consumidor exigente

“Não foi por falta de convites que eu demorei para trabalhar com uma marca de moda. Recebi propostas para fazer coleções em collab com marcas de calçados e até de jeans, mas eu sou muito perfeccionista. Então, se ia ter o meu nome, eu precisava me dedicar totalmente ao projeto e teria que ser algo especial. Só que me faltava tempo e eu recusava a proposta. Dessa vez eu estudei, pesquisei e procurei conhecer cada etapa do processo. Desde o desenho, o material, a linha, a costura, até a roupa pronta. E ainda ouvi a opinião do Benoah, que às vezes dizia ‘Não gostei, mamãe’.”

Devagar e sempre

“Optei por no início ser apenas online  (@shopbenbini e www.benbini.com.br) porque eu sou uma mãe que compra online. E também porque quero sentir e entender melhor o mercado. Meu ateliê e meu estoque ainda estão na minha casa.”

Segredo é a alma do negócio

“Enquanto estava trabalhando na marca, meu maior medo era colocar o carro na frente dos bois porque sou uma pessoa ansiosa. Então fui com calma e não contei nada para ninguém. Agora é uma satisfação ver cada roupa, cada vídeo e cada foto que fizemos. Eu olho tudo e choro. De alegria.”

Com Mario Mendes

Donata Meirelles é consultora de estilo e atua há 30 anos no mundo da moda e do lifestyle.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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