No ponto: Vontade de ficar à toa ou à-toa?

Não se confunda: após o início da última reforma ortográfica, apenas uma forma passou a ser aceita para a expressão

Cíntia Chagas
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Jordan Siemens/Getty Images
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Com as férias de julho se aproximando, dá vontade de ficar à toa ou à-toa? Cíntia Chagas esclarece

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Vontade de ficar à toa, né, filho de Deus? Ou seria à-toa, com hífen? Fato é que as férias de julho estão chegando e, com elas, o nosso desejo de ficar a esmo, sem fazer absolutamente nada, só aumenta. Mas, afinal, eu gostaria de ficar à toa ou à-toa?

Bem, há uma curiosidade sobre o vocábulo toa, sabia? Este nada mais é do que a “corda com que uma embarcação reboca outra”, ou seja, a expressão em questão vem da ideia de um barco sem destino, sem rumo, à deriva. Esse significado passou a valer, por exemplo, para designar sujeitos, digamos, com muito tempo livre: Mário é um homem…

À toa, leitor. Sem hífen. Antes da última reforma ortográfica, existiam as formas à toa e à-toa. A primeira, à toa, tinha valor de advérbio; a segunda, à-toa, de adjetivo. Mas nada disso interessa mais. O importante, para você, é saber que à toa não possui mais hífen. E só.

Quanto à vontade de ficar à toa, admito que também a sinto, principalmente nas vésperas das férias. Aliás, o correto é estar de férias ou em férias? Sair de férias ou entrar em férias? Um bom tema para a semana que vem.

Até lá!

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Cíntia Chagas é uma professora que sempre leva humor e conhecimento ao público. Escritora de dois best-sellers da editora HarperCollins, ela coleciona milhares de alunos nos cursos virtuais que ministra. Palestrante e instagrammer, provou que irreverência, humor e educação podem e devem andar juntos.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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