O que as startups fazem pela economia?

A colunista Maitê Lourenço conta quais foram as empresas selecionadas pela BlackRocks Startups para novo ciclo de aceleração, notadas pelo seu potencial de movimentar o mercado.

Maitê Lourenço
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Klaus Vedfelt/Getty Images
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A BlackRocks Startups selecionou para o novo ciclo de aceleração do Grow Startups oito empresas que impactam positivamente no modo de viver das pessoas e na forma como os negócios são gerenciados

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Quando se fala em startups, a primeira palavra que vem à nossa mente é inovação. E é por isso que muitos investidores se prendem a esse ponto, o quanto que o uso de tecnologia proprietária é usada, o quanto as pessoas empreendedoras conhecem do mercado e ao mesmo tempo possuem capacidade para criar algo novo, do disruptivo, e acabam deixando em segundo plano o mais importante: o seu impacto econômico, desde a esfera local à nacional.

Ter esse olhar faz com que o investidor identifique o potencial que as soluções propostas por essas empresas possuem de movimentar a economia e revolucionar o seu mercado, criando novas dinâmicas de negócios, tanto em suas práticas, como a inovação aberta, quanto com o desenvolvimento de novas tecnologias, além da abertura de novos mercados e a geração de empregos.

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Seguindo esse princípio, nós, da BlackRocks Startups, selecionamos para o novo ciclo de aceleração do Grow Startups oito empresas que impactam positivamente no modo de viver das pessoas e na forma como os negócios são gerenciados. E nós estamos capacitando suas líderes para torná-las competitivas e assim transpor barreiras de mercado e criar uma rede de alto valor.

Abrimos nossa lista com três startups que atuam em um ponto crítico do nosso país: o desemprego, que hoje atinge 14,76 milhões de brasileiros. São elas a AfroPython, que promove ações e eventos de qualificação na área de TI e discute questões sobre negritude e tecnologia; a {Parças}, edtech que atua no apagão técnico em Tecnologia da Informação, formando novos desenvolvedores unicórnios e ajudando empresas a contratar talentos de um jeito simples e assertivo; e a Seja Troca, um software de gestão, engajamento e inclusão da diversidade nas empresas, as ajudando na contratação de pessoas que vivenciam alguma vulnerabilidade.

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De olho no envelhecimento da população brasileira, que é a quinta com o maior número de idosos no mundo, segundo dados do Ministério da Saúde, selecionamos a VôContigo, uma plataforma de mobilidade urbana com serviço de transporte especializada para o público 60+, oferecendo uma viagem dentro dos padrões de segurança, com atendimento humanizado e afetivo.

Já nas soluções para o mercado corporativo, escolhemos duas startups da indústria 4.0: a Diamondlog, de ciência de dados, que realiza automatização de tarefas de vendas e operações através da inteligência artificial e a Zentek, plataforma de assistência focada IoT, gadgets e tecnologia. Desenvolver esse setor é extremamente estratégico para a indústria do nosso país. E dados para validar não faltam: segundo levantamento realizado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), as tecnologias que compõem essa área de inovação são capazes de reduzir os custos industriais em R$ 73 bilhões por ano.

Para facilitar a gestão de talentos, que nos últimos dois anos passou por mudanças profundas, exigindo das empresas responsabilidade social com seus colaboradores e a adaptação aos novos modelos de trabalho, como o home office ou híbridos, selecionamos a TeamHub, uma plataforma HRtech de gestão de cultura organizacional.

Indo para o mercado de chemical industry, que têm os recursos hídricos como peça chave dos seus processos, nós apostamos na How to Lab, que oferece soluções inovadoras através de um robusto streaming dedicado a procedimento para ISO/IEC 17025 em laboratórios de água e efluentes, para que operem com qualidade.

Com esse portfólio diversificado e alinhado às necessidades reais da nossa sociedade e dos negócios queremos repetir o sucesso da edição anterior, com nossas aceleradas apresentando altas performances financeiras em um mercado retraído, com empresas apresentando um aumento de 89% dos clientes e 55% do faturamento.

E para isso, estamos prontos para preparar esses empreendedores e suas equipes para elevarem seu negócio a um novo patamar.

Maitê Lourenço é fundadora e CEO da BlackRocks Startups, que incentiva os negros a acessarem ecossistemas inovadores e de tecnologia.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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