O futuro dos games depende dos data centers

Tráfego de dados no segmento exige cada vez mais estrutura, por isso, grande parte das empresas do mercado de jogos já utiliza operações robustas.

Vitor Magnani
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O crescimento da tecnologia, em termos de hardware e software, possibilita a criação de dispositivos que consigam reproduzir a baixa latência das máquinas comuns (Crédito: Getty Images)

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Na pandemia, o brasileiro investiu mais tempo em jogos do que nos anos anteriores. Segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB), 75,8% dos gamers afirmaram ter jogado mais durante o período. O tráfego de dados do setor aumentou, portanto, foi necessário investir em infraestrutura de data centers, ideal para que a performance seja fluída.

Além disso, o Colocation, oferta de infraestrutura para hospedar servidores em data centers terceirizados, é uma saída para acabar com os conhecidos “lags”, outro problema recorrente do setor. A alta disponibilidade de energia e conexão, capacidade e flexibilidade são algumas das características importantes para aguentar os servidores dos jogos.

Neste universo, um dos fatores fundamentais é a conectividade de baixa latência. A demora na transmissão de dados pode ser crucial para os jogos, podendo influenciar até no resultado de uma partida, por exemplo.

Nas palavras de Eliel Andrade, Gerente de Produtos da ODATA, uma das empresas especializadas na área de data centers: “para suportar toda a infraestrutura desse segmento, eles se destacam como estruturas cruciais, especialmente pelas características de resiliência oferecidas por estruturas mais modernas, como os serviços de Colocation e de nuvem”.

Assim como para diversos setores, o de games não foge da necessidade de um ambiente preparado com alta conectividade e refrigeração constante para evitar o superaquecimento no servidor. Além disso, ser capaz de acomodar maiores cargas de processamento e alta velocidade de rede são importantes para a alta performance dos jogadores que muitas vezes treinam meses para uma competição e não podem ser prejudicados pela queda da conexão ou um “delay” em suas jogadas.

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Como estratégia para manter a disponibilidade do negócio, produtoras e desenvolvedoras de games precisam estar cientes que o Colocation oferece maior redundância e resiliência no armazenamento de dados e baixa latência, garantindo que a transmissão da informação seja mais rápida. Além disso, mantém uma política de segurança física que possibilita soluções tecnológicas e de segurança cibernética a operarem de forma efetiva.

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Vale destacar que, segundo a Newzoo, o Brasil é o maior em receitas de jogos na América Latina e o 12º no mundo. Além de ter arrecadado cerca de US$ 2,3 bilhões em 2021, aumento de 5,1% na receita anual.

Serviços de jogos na nuvem

As grandes empresas de tecnologia como Google, Microsoft e Apple já estão investindo no streaming como serviços de jogos. São criadas plataformas que rodam games em nuvem por meio de diversos dispositivos como PCs, TVs, celulares e tablets. Com os jogos na nuvem, o gamer não precisaria comprar mais a mídia ou ter equipamentos refinados. As companhias armazenam os games remotamente, portanto, tanto o sinal para o usuário final, quanto os comandos que vão para o servidor, precisam acontecer em tempo recorde para não atrapalhar a experiência de jogo. Essa inovação pode fazer com que um game de ponta seja mais acessível aos jogadores e seja utilizado com alto desempenho, assim ampliando seu público. Em um futuro próximo, os jogos em nuvem podem até se tornar um padrão.

Vitor Magnani é presidente da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O) e do Conselho de Economia Digital e Inovação da Fecomercio/SP. Professor da FIA e especialista em Relações Institucionais para ecossistemas inovadores

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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