A importância da pré-temporada na vida de um jogador de tênis

Na vida, nos negócios e no esporte preparar-se é fundamental. A competição é ferrenha e os mínimos detalhes podem fazer a diferença.

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Divulgação/RTB
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O tenista Marcelo Demoliner

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“Falhar ao se preparar é se preparar para falhar”
Benjamin Franklin

Começo com essa frase do ex-presidente norte-americano Benjamin Franklin para escrever um pouco sobre a importância da pré-temporada, ou preparação, na vida de um jogador de tênis, esporte que conta basicamente com quatro elementos: técnico, tático, físico e mental.

Cada vez mais na vida, nos negócios e no esporte preparar-se é fundamental. A competição é ferrenha e os mínimos detalhes podem fazer a diferença no final.

Normalmente, a temporada do tênis termina no final de novembro ou no começo de dezembro (dependendo de Copa Davis, Masters e outros torneios) e volta no começo de janeiro. São entre 4 e 6 semanas de preparação.

O trabalho do treinador ao final da temporada, junto com o jogador e a equipe, é identificar áreas de melhoras a serem trabalhadas e usar o tempo da pré-temporada para implementar alguma mudança necessária e/ou se preparar da melhor forma possível para o ano seguinte.

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Mas poderíamos perguntar o porquê desse momento ser tão importante.

A resposta é que, jogando de 25 a 30 semanas por ano, é impossível o jogador ter um período de 4 a 6 semanas sem competição.

Durante o ano, o trabalho maior é de manutenção, sem muito espaço para mudanças, e foco maior na competição. Então, é na pré-temporada que se pode fazer alguma mudança técnica ou tática e onde se constrói a base física para todo o ano. Foco total na preparação e não na performance imediata.

Seria como se em uma empresa tivéssemos o tempo de “análise” e a pré-temporada seria o momento de “implementar” as novas diretrizes e preparar a empresa para o ano. O resultado da empresa ou do jogador será visto ao final do ano.

Podemos dividir a pré-temporada em partes, semelhantes às do mundo empresarial.

  1. Análise – identificação dos pontos a trabalhar e otimizar. Antes da pré-temporada é feita uma análise do jogador, do ano, momento, etc, levando em consideração as partes técnica, tática, física e mental.
  2. Planejamento – após a análise e identificação de todos os pontos a serem trabalhados, duração da pré-temporada e periodização, começa a parte de planejamento, sempre feita em equipe (incluindo o jogador), além do desenho das metas para a temporada próxima.
  3. Execução – A parte da “mãos à obra”… Tudo o que é planejado é colocado em prática, todas as partes unidas em prol do bem maior (o jogador).  No período de execução, a equipe técnica e o jogador têm que estar abertos a mudanças de percurso, se necessárias (quanto melhor o planejamento, menos mudanças ocorrerão). Após a execução, existe um momento de avaliação da pré-temporada, hora de lembrar e focar os objetivos traçados para a temporada.

Vemos jogadores competindo com maestria, aguentando jogos em condições extremas… Mas é importante entender que toda essa base vem lá de trás:

Da pré-temporada.

Da preparação (vide Benjamin Franklin).

Preparando, estamos sujeitos às falhas.

Sem a preparação, estamos fadados a falhar.

Vida longa ao preparar e planejar!

Na vida, nos negócios e no esporte!

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Léo Azevedo é head coach da equipe de formação do RTB. Foi treinador olímpico do Brasil em Pequim-2008, treinador na USTA, Federação Escocesa, BTT e Equelite na Espanha. Treinou cinco jogadores números 1 no ranking juvenil da ITF, além dos profissionais Sebastian Korda, Thomaz Bellucci, Cici Bellis, Guilhermo Garcia-Lopez, Flávio Saretta, entre outros.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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