EXCLUSIVO: Banco do Brasil estreia marketplace de imóveis retomados

Murillo Constantino/Divulgação
Murillo Constantino/Divulgação

A Resale, de Marcelo Prata, oferece a digitalização do processo de venda de retomados para grandes bancos

O Banco do Brasil estreou seu marketplace de imóveis retomados com a proptech Resale, resultado do primeiro contrato comercial entre o banco e uma startup.

A plataforma digital Seu Imóvel BB traz um estoque de 1.600 casas e apartamentos retomados do banco, usando a tecnologia da Resale, startup com sede em Piracicaba (SP). A parceria entre as duas empresas foi anunciada com exclusividade para a FORBES em outubro de 2019.

Entre os atrativos do marketplace, está o acesso simplificado à compra deste tipo de imóvel, que é tipicamente associada a múltiplos processos analógicos, bem como burocracia e risco. Os imóveis disponíveis através do hub do BB apresentam um desconto médio de até 42% em relação ao valor de avaliação.

A pré-venda começou na semana passada, mas o lançamento oficial da plataforma será em abril. Recursos como inteligência artificial foram usados no marketplace, para definir se os imóveis serão vendidos diretamente pela plataforma, via leilão ou através de imobiliárias.

Segundo Marcelo Prata, fundador e CEO da Resale, o diferencial da plataforma está nessa diversidade de modelos de vendas e parceiros no processo digital de compra dos retomados. “O melhor modelo de venda é aquele que agrega diversos canais: o leilão e os corretores de imóveis têm uma forte penetração junto a públicos de nicho”, explica o empreendedor.

“Por outro lado, a venda direta também pode atingir investidores que querem diversificar seus investimentos, especialmente em tempos de Selic baixa. Por esse motivo, todos [os canais de venda] têm que coexistir dentro da mesma plataforma”, acrescenta.

Os usuários que se cadastrarem no site são avisados antecipadamente sobre os imóveis à venda, podendo comprá-los antes mesmo do lançamento do portal. A pré-venda é um modelo comum no mercado norte-americano, onde, segundo Prata, bancos disponibilizam a base de retomados para um grupo específico de atores do ecossistema, e não a “mar aberto”:

“Os bancos atualmente partem do pressuposto que que quanto mais gente souber [dos imóveis], mais fácil será para vendê-los, portanto anunciam no site, em cadernos impressos, em leilões. Nós trazemos um modelo diferente: identificamos quem é o público destes imóveis e oferecemos as oportunidades a estes potenciais compradores com exclusividade”, aponta.

Entre os 1.600 imóveis disponíveis, 61% são casas e 33% apartamentos. A região com a maior quantidade de ofertas disponíveis no site é o centro-oeste do país, com 39% do estoque, seguida do sudeste, com 31%. Em seguida, vem o nordeste, com 17%, e o sul, com 8%. A região norte tem 5% dos imóveis e o DF tem 1%. O BB tem uma carteira de aproximadamente 5.000 imóveis retomados e a base do novo marketplace deve aumentar progressivamente.

Segundo Samuel Torrecilha, gerente de soluções do Banco do Brasil e um dos envolvidos no lançamento do site, a expectativa é de que o lançamento do Seu Imóvel BB fortaleça a parceria do Banco do Brasil com a Resale, e que o portal seja reconhecido pelos clientes como uma ferramenta onde eles possam encontrar oportunidades.

“As vantagens da nossa parceria com a startup são a visão e solução inovadoras que ela traz, além da agilidade”, afirma.

RESOLVENDO GARGALOS

A Resale, que tem o BTG Pactual como sócio majoritário, tem uma base de quase 20.000 imóveis retomados em sua plataforma. Estes incluem os imóveis do BB, do próprio BTG e outros bancos clientes, como o Santander. Este número também inclui cerca de 15.000 imóveis da Caixa Econômica Federal, que é o maior gerador de retomados no Brasil, com um catálogo estimado de 60.000 imóveis desse tipo.

A Caixa, no entanto, é um caso peculiar para a Resale. A startup não participa da transação de venda dos retomados do banco, mas captura os dados públicos de imóveis à venda e envia leads qualificados de potenciais compradores para o banco.

No momento, a contrapartida para a startup é usar os dados dos imóveis da Caixa para oferecer um grande volume de novidades para os clientes. Porém, a intenção é poder começar um relacionamento comercial, ou seja, entrar nos processos de venda.

“[O projeto com o BB] é um exercício importante, que nos dará musculatura para vender com mais escala”, explica Prata, acrescentando que trabalhar com a Caixa é um grande objetivo da startup, que ganhará em volume de transações, pois o banco atua em imóveis de ticket mais baixo através de programas de habitação popular como o Minha Casa, Minha Vida.

“Por outro lado, podemos ser muito úteis não só no processo de venda, mas no pós-venda, desde o momento da proposta do comprador até o contrato, escritura e registro do imóvel”, explica, ressaltando que este estágio da transação representa o maior gargalo dos bancos que buscam vender esses ativos. “Como a Caixa é o banco que mais vende retomados no Brasil, é também quem tem a maior dor.”

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Segmento de videoconferência surfa na onda do coronavírus

Com diversos eventos, viagens e reuniões sendo cancelados por conta do alastramento do coronavírus, uma das grandes tendências que podem ter chegado para ficar se refere ao aumento exponencial de trabalho remoto para a maioria das tarefas que envolvam colaboração – e não só para uma ou outra reunião.

Podemos estar diante da emergência do “remote everything”, uma nova forma de trabalho liderada por empresas do próprio setor de tecnologia, como a Amazon, que estão cancelando as viagens não-essenciais de seus funcionários e protagonizando a readequação de entregas, que precisam continuar acontecendo, com ou sem vírus.

Uma das evidências desse fato são números relacionados à desenvolvedora de uma das plataformas mais utilizadas para videoconferência, a Zoom. Um update distribuído para clientes pela Bernstein Research na semana passada cita que a Zoom atraiu mais novos usuários nos dois primeiros meses de 2020 do que em todo o ano passado.

Até agora, a companhia adicionou 2,22 milhões de usuários à sua base – em 2019, 1,99 milhão de usuários foram adicionados à sua carteira de 12,92 milhões de usuários mensais ativos.

LEIA MAIS: Efeito do coronavírus no setor de tecnologia será “passageiro e localizado”

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Serviços remotos de tecnologia crescem no Brasil

O trabalho remoto já está em alta no setor de tecnologia, e o número de profissionais brasileiros fornecendo serviços dessa forma tem crescido exponencialmente.

Segundo um levantamento feito com exclusividade para a FORBES pelo marketplace de serviços GetNinjas, existem 80 mil profissionais do setor atuando através da plataforma. Em fevereiro deste ano, a startup registrou um aumento de mais de 130% em relação ao mesmo mês em 2019 na oferta de serviços de design e tecnologia.

Prestados quase sempre de forma remota e para clientes de todo o país, os serviços mais solicitados através do GetNinjas em fevereiro foram: criação de logos, com cerca de 2 mil pedidos; desenvolvimento de aplicativos para celular e redes sociais, com mais de 1.400 solicitações; e desenvolvimento de sites e sistemas, com mais de 1.300 pedidos.

As cidades com mais profissionais cadastrados na plataforma são: São Paulo, com mais de 15 mil membros; Rio de Janeiro, com mais de 5 mil; Belo Horizonte e Brasília, ambas com mais de 2 mil profissionais cadastrados.

LEIA MAIS: Eduardo L’Hotellier, do GetNinjas: seremos a Amazon dos serviços

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500 Startups, Volvo e Google debatem corporate ventures

As diversas questões que empresas têm sobre como criar corporate ventures de sucesso estarão em pauta em um evento que acontece hoje (3) no Cubo Itaú às 18h. A conversa sobre a gestão de iniciativas do tipo, onde corporações investem em iniciativas de inovação de forma interna ou externa, conta com Bedy Yang (foto), managing partner da incubadora e fundo de venture capital 500 Startups; Jason Miles, diretor da Volvo Financial Services Innovation Ventures, e Alexa Hall, global corporate developer na Google.

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Grupo Globo e Stone lançam fintech

O segmento de microempreendedores e profissionais autônomos será o foco da TON, joint venture do Grupo Globo e Stone. A nova fintech oferecerá um combo que inclui conta digital, aplicativo e um cartão pré-pago, além de três opções de maquininhas. O usuário do serviço da TON paga uma taxa de adesão e uma taxa por transação. “Hoje temos um produto completo e acessível que se adequa perfeitamente para quem já está empreendendo e para quem está buscando coragem para começar”, diz Caio Fiuza, CEO da TON.

A parceria, que tem um foco inicial de distribuição em São Paulo e no Rio de Janeiro, é a segunda iniciativa da Stone focada em empreendedores informais, que começou com a Stone Mais, modalidade de maquininhas de bolso pequenas máquinas de cartão, focadas principalmente em autônomos e pequenos empreendedores, em outubro de 2018.

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Cubo e RME realizam workshop para mulheres

Soft skills, liderança na vida e nos negócios, marca pessoal, técnicas de vendas e construção de redes de relacionamento estão na pauta da série de workshops Ela Pode, que serão realizados no hub de empreendedorismo tecnológico Cubo Itaú em parceria com a Rede Mulher Empreendedora. O programa gratuito, que é uma iniciativa do Instituto Rede Mulher Empreendedora (RME), acontece nesta quinta-feira (5), das 9h às 13h, no Cubo Itaú, em São Paulo.

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Brazil at Silicon Valley atrai estudantes com crowdfunding

A organização do evento anual de inovação Brazil at Silicon Valley criou um crowdfunding em parceria com a Fundação Estudar para viabilizar a ida de um grupo estudantes ao evento. Mais de 1.000 candidatos se inscreveram, com interesse de participar do evento, que é organizado por estudantes das universidades de Stanford e Berkeley e acontece em 30 e 31 de março em Mountain View, na Califórnia. Destes, 50 estudantes com perfil de liderança serão selecionados para participar.

A meta é arrecadar R$ 297 mil que serão destinados para gastos com passagens aéreas, documentação, estadia e alimentação. As cotas de doação disponíveis variam entre R$ 220 e R$ 13.182 – a maior cota banca uma bolsa completa para dois estudantes comparecerem à segunda edição da conferência. A campanha de crowdfunding no site Indiegogo se encerra em 11 de março.

A busca por padrinhos e madrinhas para levar estudantes para o Vale anda em paralelo ao sucesso do evento em atrair uma base de patrocinadores que incluem empresas como a Stone, Magalu, SoftBank, Globo Ventures, Votorantim e Pinheiro Neto Advogados. Palestrantes confirmados para este ano incluem o apresentador Luciano Huck, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, além de Jorge Paulo Lemann e o CEO da ABInBev, Carlos Brito.

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

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