Concessão de crédito tem salto com crise

GettyImages/ Rafael Henrique / EyeEm
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No final de março e começo de abril notamos um “embate”, de um lado empresários acusavam bancos de não estarem liberando crédito, do outro instituições bancárias devolviam que o processo levava algum tempo, mas o crédito surgiria.

O Banco Central apresentou hoje suas “Estatísticas monetárias e de crédito” dos mês de março, contemplando então parte da crise gerada pelo coronavírus no Brasil. O destaque final ficou com o aumento significativo da concessão de crédito para pessoas jurídicas.

As concessões de crédito somaram R$397 bilhões em março. Na série ajustada sazonalmente, houve aumento de 3,5%, com crescimento de 28,2% em pessoas jurídicas e declínio de 11,4% em pessoas físicas. No acumulado do ano, comparado com o mesmo período do ano anterior, as concessões totais cresceram 18,8%, compostas por expansões de 27,6% no crédito às empresas e de 11,4% com famílias.

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Realmente vemos um incremento relevante no mês, algo que deve seguir aparecendo na divulgação de abril. As empresas que estão paralisadas, ou duramente afetadas com a crise, buscaram alternativas para se financiar no curto prazo e evitar o fechamento definitivo.

Nesses primeiros meses de crise esse é um dos pontos cruciais para se acompanhar, o quanto está funcionando o canal de crédito. O Banco Central anunciou inúmeras medidas para que o dinheiro chega na “ponta”, ou seja, para estimular instituições financeiras a concederem crédito para empresas e pessoas.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, o destaque na concessão de crédito ficou no desconto de duplicatas e antecipação de faturas no cartão, que tiveram aumento superior aos movimentos sazonais de cada uma.

“O crescimento no saldo de capital de giro abaixo de 365 dias também foi um destaque em março. Houve maior dinamismo nessa modalidade, indicando uma maior demanda das empresas por recursos para prazos mais curtos”, detalhou.

Ao menos por enquanto vemos que um dos maiores temores não está se confirmando, e os canais de crédito parecem estar sendo desobstruídos.

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