Dólar avança ante real com queda nos preços do petróleo

iStock
Às 10:19, o dólar avançava 0,96%, a R$ 5,2860 na venda

O dólar subia contra o real na manhã de hoje (20), depois de ter saltado mais de 1% na abertura, em meio à queda dos preços do petróleo, com a cautela internacional e com um clima político doméstico tenso agravando o sentimento de risco dos mercados.

Às 10:19, o dólar avançava 0,96%, a R$ 5,2860 na venda. Na máxima do dia, a divisa norte-americana tocou R$ 5,2997 reais, alta de 1,21%. O dólar futuro de maior liquidez subia 0,84%, a R$ 5,2855.

LEIA MAIS: Dólar fecha sessão em queda, mas sobe 2,9% no acumulado da semana

Hoje, os preços do petróleo operavam em baixa, com futuros nos Estados Unidos tocando mínimas desde 1999 por preocupações com o excesso de oferta global.

O petróleo Brent recuava US$ 1,85, ou 6,59%, a US$ 26,23 por barril, às 10:19 (horário de Brasília), enquanto o petróleo dos Estados Unidos caía US$ 7,29, ou 39,9%, a US$ 10,98 por barril caía US$ 7,29, ou 39,9%, a US$ 10,98 por barril.

“O pano de fundo continua a ser a queda significativa de demanda devido à quarentena resultante da pandemia da Covid-19, que supera em muito os esforços de controle de produção da Opep+ anunciados até o momento”, explicou em nota a XP Investimentos sobre o baque nos contratos.

No exterior, os futuros da bolsa de valores norte-americana e moedas emergentes ou ligadas a commodities – considerados ativos de risco – eram negociados em queda em meio à ansiedade desencadeada pela queda do petróleo. O peso mexicano e o dólar australiano, pares do real, recuavam contra a divisa norte-americana. A lira turca era negociada perto da estabilidade.

Enquanto isso, no Brasil, o dia ontem (19) foi marcado por protestos a favor de intervenção militar, que contaram com fala polêmica de Jair Bolsonaro. O presidente afirmou a manifestantes que participaram de ato em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, que acabou a “época da patifaria” e do que costuma chamar de “velha política”.

Em resposta, amargando ainda mais as tensões entre o Executivo e o Legislativo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na noite de ontem que além do coronavírus, o país precisa combater o vírus do autoritarismo e que não há tempo a perder com “retóricas golpistas”.

VEJA TAMBÉM: Dólar cai ante o real após 4 altas seguidas

“A participação do presidente Bolsonaro na manifestação que pedia o fechamento do congresso piora a já frágil situação política do país e municia os grupos contrários ao presidente nas diversas frontes”, disse em nota a Infinity Asset.

“Ainda que a relação política que tem se desenhado neste momento seja muito mais complexa do que salta às vistas, o fato do presidente ‘escorregar em cada casca de banana’ que põem em seu caminho dificulta o necessário diálogo para o futuro das reformas necessárias ao Brasil para o longo prazo. Desgastes desnecessários.”

Hoje, Bolsonaro negou que a manifestação tivesse viés antidemocrático e repreendeu um apoiador que pediu o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), ao mesmo tempo que disse esperar que esta seja a última semana de medidas de isolamento para conter o coronavírus.

Somada às consequências econômicas das medidas de contenção do coronavírus, um cenário de pouco investimento estrangeiro e juros baixos, as tensões políticas no Brasil têm sido apontadas como fator para a ampla força do dólar, que já acumula alta de mais de 30% em 2020.

No último pregão, na sexta-feira (17), a moeda norte-americana à vista fechou em queda de 0,39%, a R$ 5,2359 na venda.

A partir de hoje, o Banco Central realizará leilões de swap cambial tradicional para fins de rolagem integral dos contratos vincendos em junho de 2020. Nesta sessão, serão aceitos até 10 mil contratos. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).