Sondagem da FGV aponta efeitos severos na economia

Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

O Índice de Confiança do Consumidor (ICOM) atingiu o menor nível da série histórica iniciada em setembro de 2005

Em meio a toda a turbulência política, a semana teve início com os dados de sondagem da atividade da FGV. No geral, os indicadores da instituição são boas formas de acompanhar o impacto de crises em diferentes frentes. Infelizmente, eles acabaram de renovar sua mínima histórica.

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), no mês de abril o Índice de Confiança do Consumidor (ICOM) caiu 22 pontos, para 58,2 pontos, o menor nível da série histórica iniciada em setembro de 2005. Para identificar o que significa esse número, saiba que o limite que separa otimismo e pessimismo encontra- se na linha dos 100 pontos. Quanto mais abaixo do limite, mais pessimistas os consumidores estão.

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Após esse primeiro número, olhamos para outros dois, com o intuito de entender o quando as pessoas já notam um choque em suas vidas, e quanto estão apenas preocupadas com o que pode acontecer.

O Índice de Situação Atual caiu 10,5 pontos, para 65,6 pontos, o menor nível desde dezembro de 2016 (64,8 pontos), enquanto o Índice de Expectativas despencou 28,9 pontos para 55,0 pontos, o menor valor da série histórica. Em março, a queda estava muito mais concentrada no componente de expectativas.

O Índice de Confiança do Comércio recuou 26,9 pontos, a maior queda em toda a série iniciada em abril de 2010. O ICOM passou de 88,1 para 61,2 pontos, também registrando o mínimo da série histórica. O Índice de Expectativas, despencou 19,5 pontos e atingiu 63,2 pontos, o menor patamar desde o início da série.

Além disso, houve deterioração da percepção dos empresários do setor sobre a situação atual. O Índice de Situação Atual teve perda de 33,0 pontos, registrando 60,9 pontos, o segundo menor valor da série histórica, perdendo apenas para outubro de 2015 (58,4 pontos).

Nas duas pontas, Comércio e Consumidor, as expectativas ainda superam bastante a deterioração da situação atual. Ou seja, ambos entendem que as coisas estão ruins, mas ficarão piores. O que pode ser traduzido em menos investimentos no Comércio, e consumo retraído nos Consumidores. O que presume cautela para qualquer tipo de planejamento para o restante de 2020.

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