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Cena local faz Ibovespa fechar abaixo de 80 mil pontos

Índice chegou a subir mais ao longo do dia, mas alta final foi de apenas 0,75%.

Redação
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ReutersPaulo-Whitaker
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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,75%, a 79.470 pontos

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O Ibovespa fechou em alta hoje (5), após duas sessões consecutivas de perdas, com o segundo pregão de maio na bolsa paulista apoiado em noticiário externo mais positivo sobre tratamentos contra a Covid-19, além de alívio em medidas de confinamento em várias regiões.

O salto nos preços do petróleo em meio a esperanças de uma retomada na demanda da commodity deu fôlego à Petrobras, enquanto Itaú Unibanco teve o melhor desempenho entre os bancos do índice, mesmo após forte queda no lucro do primeiro trimestre com disparada nas provisões para perdas com empréstimos.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,75%, a 79.470 pontos. Na máxima da sessão, chegou a superar 81 mil pontos. O volume financeiro totalizou R$ 19,99 bilhões.

A bolsa paulista, contudo, não sustentou o ritmo e enfraqueceu no final do pregão, conforme Wall Street reduziu os ganhos e veio a público depoimento do ex-ministro Sergio Moro da última semana, em que detalha pressão que teria sofrido do presidente Jair Bolsonaro para trocar o comando da superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro.

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Para o diretor da Mirae Asset, Pablo Spyer, também azedou o humor reportagem da Reuters segundo a qual o Banco Central avalia que a permissão para a compra de títulos privados em meio à crise com o coronavírus será ineficaz caso a diretoria colegiada e os servidores da autarquia não contem com proteção legal para agir, segundo fontes da equipe econômica.

“Tudo saiu meio junto, mas essa notícia é péssima para o mercado secundário de crédito privado, o que impacta diretamente as empresas listadas no mercado, uma vez que elas emitem muita dívida”, afirmou.

Em relação ao ânimo verificado desde cedo, o gestor Ricardo Campos, sócio na Reach Capital, avaliou que a melhora teve respaldo em mais quedas de novos casos de Covid-19 divulgadas em alguns países europeus e em algumas regiões dos Estados Unidos, mesmo que compensadas na conta total por dados de outros locais afetados posteriormente pela pandemia.

Além disso, acrescentou, a sessão teve notícias como a das farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que devem começar em breve testes de vacinas contra o novo coronavírus em humanos, enquanto em Israel o governo anunciou um medicamento contra a Covid-19 que pode neutralizar seu efeito.

Tal cenário favorece apostas de mais alívio nas restrições de circulação de pessoas, que interromperam uma série de atividades econômicas e devem fazer a economia global experimentar uma forte retração em 2020. Qualquer perspectiva de recuperação dependerá do fim ou redução drástica dessas medidas.

Nos EUA, a Califórnia anunciou ontem (4) os primeiros passos para reativar a economia do Estado, dando luz verde para as lojas abrirem esta semana, embora com restrições. Na Europa, vários países também têm trabalhado para aliviar as medidas, incluindo a Alemanha.

“Há uma sensação crescente de que o pior para a economia global é agora, enquanto os confinamentos estão ocorrendo e os tratamentos contra o coronavírus não são comprovados… A partir daqui só melhora, conforme os confinamentos serão amenizados e tratamentos, encontrados”, afirmou o analista Jasper Lawler, chefe de pesquisa do London Capital Group. (Com Reuters)

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