Dólar tem mínima em mais de duas semanas

Mohamed-Abd-El-Ghany
O dólar à vista fechou em baixa de 1,89%, a R$ 5,5824 na venda, menor patamar desde 4 de maio

O dólar teve mais um dia de forte queda hoje (21), renovando mínimas desde o começo do mês num pregão de fraqueza da moeda norte-americana ante divisas emergentes próximas do real e de noticiário doméstico mais tranquilizador.

“O prêmio de risco está caindo hoje devido à redução do ruído político após a reunião [de Jair Bolsonaro] com os governadores”, disse um gestor.

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No encontro desta quinta, onde estavam também os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), Bolsonaro pediu e recebeu dos governadores o apoio ao veto à possibilidade de reajuste salarial a categorias de servidores públicos. Maia elogiou a postura respeitosa e o tom amistoso entre o presidente e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), na videoconferência.

Os embates políticos entre Bolsonaro e governadores – e recentemente até mesmo com o presidente da Câmara – elevaram as tensões no mercado por sinalizarem falta de consenso que poderia atrasar a recuperação econômica pós-pandemia e a volta de discussões sobre ajuste fiscal.

O mercado também citou declarações de ontem (20) feitas pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, como fator de suporte ao câmbio. Em live, ele afirmou que a autarquia poderá aumentar sua atuação no câmbio se considerar necessário. Campos Neto comentou ainda sobre política fiscal e juros, e suas frases a respeito foram entendidas como recado de que a Selic não poderia cair muito mais em caso de deterioração ainda maior das contas públicas.

 

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Fechamento de mercado, com Francine Mendes, na Forbes Money.

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“A fala de Roberto Campos Neto ainda reforça postura agressiva do BC frente ao câmbio em meio à crise”, disse a Guide Investimentos em nota.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,89%, a R$ 5,5824 na venda, menor patamar desde 4 de maio (R$ 5,5224).

Na véspera, a cotação já havia cedido 1,23%. É a terceira firme queda do dólar em quatro sessões.

Na B3, o dólar futuro desvalorizava 2,22%, a R$ 5,5700, às 17h38.

No exterior, o dólar perdia 1,3% contra o peso mexicano, 1,2% ante a moeda da Colômbia e 1,8% frente ao rand sul-africano. O novo dia de valorização das commodities deu gás a ativos de países exportadores de matérias-primas, com destaque para os mercados da América Latina. (Com Reuters)

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