Estados Unidos e China elevam o tom sobre Hong Kong

Cbarnesphotography/Getty Images
A guerra comercial entre EUA e China já mostrou suas consequências negativas na economia em 2019

As tensões envolvendo China e Hong Kong ganharam uma proporção mundial com as críticas norte-americanas, que derrubam bolsas mundo afora. Em segundo plano, o fato do país ter abandonado a meta de crescimento aumenta a preocupação de que a atividade mundial terá um desempenho pior do que o que está atualmente nas contas de investidores pelo mundo.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng liderou as perdas na região hoje (22), com um tombo de 5,56%.

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Contextualizando, os principais líderes do partido que governa a China estão reunidos para debater assuntos de interesse nacional nos próximos dias. Na prática, o evento é mais um anúncio do que já foi decidido.

Um dos temas que será colocado na mesa é um projeto para reforçar mecanismos de segurança com o objetivo de “interromper atividades subversivas e a interferência estrangeira” em Hong Kong.

Com a aprovação, a medida abre caminho para a instalação de um Escritório Nacional de Pequim sobre segurança em Hong Kong e também em Macau, que legislaria sem pedir qualquer tipo de autorização para o governo local.

Em 2019, correu o mundo imagens de protestos em Hong Kong contra o limite de liberdades locais. Os protestos já voltaram a ocorrer esta semana.

Ontem (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que haverá uma “reação muito forte” no caso da China seguir adiante com seu plano para Hong Kong.

Do outro lado, a China afirmou que caso os EUA caminhem para uma nova “Guerra Fria”, o resultado será pior para todos. Ou seja, nenhum dos lados diminuiu o tom sobre o episódio da vez.

Trump seguirá antagonizando a China, para fortalecer sua narrativa de campanha (a eleição será em novembro).

O resultado é uma piora nos mercados pelo mundo. A guerra comercial já mostrou suas consequências negativas na economia em 2019. Com o mundo em crise, o temor que o assunto volte a ser um tema grande faz investidores adotarem uma postura mais cautelosa.

A disputa geopolítica entre as duas maiores potências do mundo será algo presente por muito tempo, resta saber se iremos para uma postura de embate ou de cooperação parcial.

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